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Política

Políticos cearenses repercutem tarifas de 50% de Trump sobre produtos brasileiros

Entre os representantes da oposição no Ceará, o assunto foi encarado como responsabilidade de Lula; já os aliados do presidente usam o silêncio como principal estratégia
Por José Gabriel Herculino
Atualizado há 10 meses
Tempo de leitura: 2 mins
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Entre os representantes da oposição no Ceará, o assunto foi encarado como responsabilidade de Lula; já os aliados do presidente usam o silêncio como principal estratégia. Foto: Câmara dos Deputados e Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (9) que irá aplicar uma tarifa de 50% sobre os produtos importados do Brasil, a partir do dia 1º de agosto. No Ceará, a notícia repercutiu entre políticos importantes da base aliada e da oposição.

Entre os representantes mais fortes do PL no Estado, o assunto foi encarado como responsabilidade do presidente Lula (PT). O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), por sua vez, repercutiu as palavras do mandatário sobre a soberania do País.

Em seu anúncio, Trump utilizou entre os argumentos o que considera perseguição judicial ao ex-presidente brasileiro, Jair Bolsonaro (PL). Aliados mais relevantes de Bolsonaro no Ceará tentaram atribuir a Lula a culpa pelo tarifaço. O deputado federal André Fernandes (PL) compartilhou diversas mensagens no X, antigo Twitter, criticando o petista.

“Essa é uma taxa do Lula! Está claro na carta do Trump os motivos. Lula é uma vergonha na diplomacia internacional e agora vai prejudicar o povo brasileiro por isso”, escreveu o ex-candidato à Prefeitura de Fortaleza.

O deputado estadual Carmelo Neto (PL) opinou de forma semelhante, e disse, em vídeo publicado nas redes sociais: “O Brasil está sendo taxado em 50% e a culpa é do Lula!”.

Já o senador Eduardo Girão (Novo) atrelou a medida do governo norte-americano a Lula e ao Supremo Tribunal Federal (STF). “O altíssimo custo do consórcio Lula/STF ao Brasil! Falta de aviso não foi”, escreveu em publicação.

Políticos como o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, recém-filiado ao União Brasil, e do ex-deputado Capitão Wagner (União Brasil), ainda não se pronunciaram sobre o caso. 

Entre os aliados de Lula no Ceará, o governador Elmano de Freitas (PT) reafirmou o caráter soberano do Estado brasileiro e disse que “o Brasil negocia de cabeça erguida, com diálogo e, acima de tudo, respeito”. O prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), ainda não se pronunciou.

Já o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), declarou apoio ao presidente em suas redes sociais: “Pela nossa soberania! Pela defesa intransigente dos interesses do Brasil e do nosso povo”, declarou.

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