A Coca-Cola anunciou nesta terça-feira (22) que vai lançar uma nova versão do refrigerante nos Estados Unidos adoçada com açúcar de cana, substituindo o tradicional xarope de milho utilizado no país.
A mudança, prevista para o outono norte-americano, foi divulgada no relatório financeiro do segundo trimestre da companhia.
Segundo a empresa, a novidade faz parte de uma estratégia para oferecer mais opções aos consumidores. “Essa adição foi desenvolvida para complementar o forte portfólio principal da empresa e oferecer mais opções para diferentes ocasiões e preferências”, afirmou a Coca-Cola.
A decisão acontece poucos dias após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter afirmado que gostaria de alterar a receita da bebida, substituindo o xarope de milho por açúcar de cana. A fala viralizou e reabriu o debate sobre a composição dos refrigerantes vendidos no país norte-americano.
Segundo informações divulgadas pela agência Reuters, especialistas apontam que o uso de açúcar de cana pode aumentar o custo da bebida. “Muito provavelmente virá do Brasil, mas Trump acaba de atingir o Brasil com uma tarifa de importação de 50%”, disse Michael McDougall, analista do setor.
O Brasil é o maior produtor mundial de açúcar e, atualmente, o segundo maior fornecedor da matéria-prima para os Estados Unidos, ficando atrás apenas do México.
Ainda assim, a Coca-Cola informou que a versão com açúcar de cana será produzida com insumos cultivados dentro do território norte-americano.
Dados do setor, no entanto, mostram que os EUA não são autossuficientes: consomem cerca de 11 milhões de toneladas de açúcar por ano, mas produzem em torno de 8 milhões.
No Brasil, no México e em países da Europa, o açúcar de cana já é o adoçante padrão utilizado pela marca Coca-Cola.




