O estado do Amazonas será um dos grandes afetados financeiramente pelo aumento tarifário sobre importações anunciado pelos Estados Unidos e que entrará em vigor a partir de sexta-feira, 1 de agosto. O levantamento foi realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Na estimativa da CNI, o Amazonas pode ter uma redução de até R$ 1,1 bilhão no seu Produto Interno Bruto (PIB). Os EUA correspondem a 96,1% das vendas externas no estado, segundo dados de 2024, com grande participação do Polo Industrial de Manaus nos números.
Apesar de ter um volume de exportação menor em relação a outros estados, a concentração das vendas em produtos industriais torna a situação delicada, com a possibilidade de afetar a arrecadação, empregos e competitividade no mercado local. Os principais produtos exportados na região são equipamentos de transportes, derivados de petróleo e biocombustíveis, além de máquinas e equipamentos.
Com o anúncio feito pelo presidente Donald Trump, a nova taxa tarifária de 50% sobre os produtos exportados do Brasil tem causado confusões e debates sobre as relações comerciais entre os dois países. Segundo o presidente Lula, o país tem feito contatos constantes em busca de uma negociação que atenda aos interesses de ambos, mas até o momento ainda não há definições sobre o tema.




