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Política

Corregedoria é notificada sobre pedido de punições contra deputados que obstruíram a Câmara

Os atos que motivaram as representações ocorreram durante um motim contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu por tentativa de golpe
Por José Gabriel Herculino
Atualizado há 7 meses
Tempo de leitura: 4 mins
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Os atos que motivaram as representações ocorreram durante um motim contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu por tentativa de golpe. Foto: José Cruz/Agência

A Corregedoria da Câmara foi notificada, nesta segunda-feira (11), sobre as queixas contra 14 deputados do PL, do PP e do Novo que participaram do motim que bloqueou os trabalhos da Casa. Agora, será aberto um prazo de 48 horas para que o corregedor se manifeste sobre os pedidos de suspensão e cassação dos parlamentares. 

Na análise inicial, o corregedor da Câmara dos Deputados, deputado federal Diego Coronel (PSD-BA), opinará se concorda ou não com a aplicação de um rito sumário para suspender deputados antes mesmo da conclusão do julgamento dos processos no Conselho de Ética da Casa.

“Pretendo pedir uma reunião com a Mesa Diretora para ouvi-los. Os casos mais simples podem ser resolvidos de forma mais rápida. Os casos mais difíceis considero abrir prazo para defesa”, declarou Coronel em entrevista à TV Globo. “Se for necessário podermos pedir extensão do prazo de 48 horas para concluir a análise dos casos mais complexos”, completou o corregedor.

O deputado espera apresentar, até a próxima quarta-feira (13), à cúpula da Casa, os pareceres de processos disciplinares contra os parlamentares que obstruíram o plenário da Câmara nos dias 5 e 6 de agosto.

Na última semana, Coronel já tinha afirmado ao portal g1 que pretende se reunir com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para deliberar sobre as denúncias. 

As conclusões do corregedor serão apresentadas à Mesa Diretora, formada por Motta e mais seis deputados, que poderá recomendar formalmente a suspensão imediata de um parlamentar.

Além das denúncias apresentadas por diversos partidos contra 14 deputados bolsonaristas, Coronel compartilhou que também recebeu um pedido do PL para punir a deputada Camila Jara (PT-MS), que foi acusada por Nikolas Ferreira (PL-MG) de empurrá-lo no plenário.

Além de Camila Jara, Coronel irá analisar representações contra:

  • Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)
  • Carlos Jordy (PL-RJ)
  • Nikolas Ferreira (PL-MG)
  • Zucco (PL-RS)
  • Allan Garcês (PP-MA)
  • Caroline de Toni (PL-SC)
  • Marco Feliciano (PL-SP)
  • Domingos Sávio (PL-MG)
  • Marcel Van Hattem (Novo-RS)
  • Zé Trovão (PL-SC)
  • Bia Kicis (PL-DF)
  • Paulo Bilynskyj (PL-SP)
  • Marcos Pollon (PL-MS)
  • Julia Zanatta (PL-SC)

Anteriormente, o corregedor adiantou ao g1 que, durante a análise técnica da ocupação pela Corregedoria da Câmara, outros parlamentares também podem se tornar alvo de punições. 

Os atos que motivaram as representações ocorreram durante um motim contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu por tentativa de golpe de Estado e investigado por obstrução da Justiça. O grupo de oposição ocupou o plenário, inviabilizando os trabalhos.

Lula defende cassação

Na última sexta-feira (8), o presidente Lula (PT) defendeu a cassação do mandato dos deputados e senadores que obstruíram os trabalhos do Congresso.

Em um discurso no Acre, o presidente se dirigiu ao senador Sérgio Petecão (PSD-AC) e pediu que ele não endossasse o pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

“Quem deveria ter o impeachment são esses deputados e senadores que ficam tentando fazer greve para não permitir que funcione a Câmara e o Senado, verdadeiros traidores da pátria”, afirmou.

Já no sábado (9), o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, criticou a ocupação dos plenários da Câmara e do Senado. Ele classificou o episódio como “inadmissível”.

“O Parlamento é a casa de todos. O Executivo é quem ganhou. O Legislativo é de todos, participa quem ganhou, quem perdeu. É o pulmão da democracia. Não tem sentido que você não gostou de uma decisão que, aliás, é do Judiciário e impedir a Casa de funcionar”, declarou.

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