O Amazonas registrou, entre janeiro e agosto deste ano, 48 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), número esse que representa uma queda de 25% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram contabilizados 64 óbitos.
O levantamento é da Fundação de Vigilância em Saúde – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), que também apontou queda de quase 32% nos casos confirmados da doença, passando de 1.480 para 1.011 notificações no período analisado.
De acordo com o informe, o vírus mais letal no estado foi a Influenza A, responsável por 21 mortes, seguido da Covid-19, com 20 registros. Também houveram óbitos provocados por Rinovírus (4), Influenza B (2) e Parainfluenza (1).
No período mais recente do monitoramento, entre 28 de julho e 11 de agosto, os vírus mais frequentes entre os casos confirmados foram o Rinovírus (36,3%), o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), com 35,6%, e o Coronavírus, com 34,1%. Adenovírus (6,7%) e Metapneumovírus (2,9%) completam a lista.
A análise epidemiológica mostra ainda que, nas últimas três semanas, bebês com menos de um ano concentraram 60% das infecções graves. Crianças de 1 a 4 anos somaram 16% e pessoas com 60 anos ou mais, 10%.
Outras faixas etárias tiveram participação menor: adolescentes de 10 a 19 anos (4%), adultos de 20 a 39 anos (3%) e de 40 a 59 anos (3%).
Para atendimento, a rede estadual dispõe de 17 unidades de referência preparadas para triagem, testagem, exames laboratoriais e tratamento de SRAG. Casos leves devem ser tratados nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), enquanto situações graves precisam ser encaminhadas a hospitais.
A FVS-RCP reforça algumas medidas de prevenção como higienizar as mãos com frequência, cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, evitar aglomerações, utilizar máscara em caso de sintomas, proteger crianças menores de seis meses e manter a vacinação contra Covid-19 e Influenza em dia.



