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Política

Aginaldo de Oliveira, marido de Zambelli, tem contas bancárias bloqueadas por Moraes

O militar percebeu que não tinha mais acesso ao seu salário ao chegar em Israel
Por Driccia Hellen
Atualizado há 10 meses
Tempo de leitura: 2 mins
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Antes do bloqueio, o coronel estava passando um tempo com Zambelli, em Roma. Foto: Reprodução/ Instagram

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou o bloqueio das contas bancárias do marido da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), Antônio Aginaldo de Oliveira.

O militar percebeu que não tinha mais acesso ao seu salário ao chegar em Israel. De acordo com a defesa de Aginaldo, ele se encontra “indignado” com a decisão do Supremo. A determinação de Moraes tem relação com uma investigação sigilosa.

“Aginaldo está em Israel e sem previsão de voltar ao Brasil. Ele está meio assustado. Recebeu com muita indignação [a decisão de Alexandre de Moraes de congelar as contas]. A aposentadoria dele foi bloqueada em 100%”, relatou Fábio Pagnozzi, advogado do casal, ao jornal Folha de São Paulo.

Antônio Aginaldo de Oliveira, foi ex-comandante da Força Nacional no governo Bolsonaro e ex-secretário de Segurança Pública de Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza. O coronel da reserva da Polícia Militar pediu afastamento do cargo em maio deste ano, antes de sua esposa sair do Brasil, e foi exonerado em junho pela prefeitura de Caucaia. 

Antes do bloqueio, o coronel estava passando um tempo com Zambelli, em Roma, na Itália. A deputada saiu do país após condenação de 10 anos e 8 meses por invadir o sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), ao lado do hacker Walter Delgatti, porém foi localizada no final do mês e enviada para o presídio feminino de Rebibbia.

Para Fábio Pagnozzi, o bloqueio das contas bancárias do militar pelo STF é considerado uma “tática medieval”. “Mas o mais bizarro é a decisão do Moraes dizendo que ele poderia, no futuro, ajudar uma fugitiva. Bloqueia 100% e ele come o quê? Morre de fome? O que eles fazem é enforcar parentes e amigos próximos para que essas pessoas não aguentem. É uma tática medieval”, disse. 

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