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Política

Mais da metade dos brasileiros aprova prisão domiciliar de Bolsonaro e ações de Moraes, diz Datafolha

Por outro lado, 39% dos entrevistados acredita que Jair Bolsonaro está sendo injustiçado pelo ministro Alexandre de Moraes por motivos políticos
Por José Gabriel Herculino
Atualizado há 8 meses
Tempo de leitura: 3 mins
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Por outro lado, 39% dos entrevistados acredita que Jair Bolsonaro está sendo injustiçado pelo ministro Alexandre de Moraes por motivos políticos. Foto: Reprodução

Em meio à peleja comercial com os Estados Unidos, fomentada pela intromissão da oposição política brasileira, insatisfeita com as ações movidas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu no STF (Supremo Tribunal Federal) por tentativa de golpe de Estado, o Datafolha realizou uma nova pesquisa. 

Divulgado na manhã desta quinta-feira (14), o levantamento mostra que 51% dos brasileiros concordam com a prisão domiciliar de Bolsonaro, imposta pelo ministro Alexandre de Moraes no último dia 4 de agosto. A maioria (53%) considera que o magistrado tem agido dentro da lei.

Já os que discordam da decisão que levou à prisão domiciliar de Bolsonaro são 42%. Os que não concordam e nem discordam são 3%. Por fim, 4% não sabem ou não responderam. 

Por outro lado, 39% dos entrevistados acreditam que Jair Bolsonaro está sendo injustiçado pelo ministro Alexandre de Moraes por motivos políticos. Destes, 43% pondera que a Justiça trata o ex-presidente pior que os demais políticos, enquanto 37% consideram que o faz de forma igual. Outros 13% veem o Judiciário tratando Bolsonaro melhor que seus pares. Já 7% não opinaram.

Ainda segundo a pesquisa, a prisão do ex-presidente chegou aos ouvidos de 87% dos eleitores, com 30% deles se dizendo bem informados, 42%, mais ou menos, e 15%, com poucos dados.

Prisão domiciliar de Bolsonaro

Moraes determinou a prisão domiciliar de Bolsonaro pois considerou que ele havia desrespeitado uma das medidas cautelares definidas pelo ministro: de não se pronunciar por redes sociais de terceiros ー à qual o ex-presidente infringiu ao participar virtualmente de ato em seu favor no último dia 3 de agosto. 

Agora, Bolsonaro aguarda julgamento, que deve começar em setembro, sob a acusação de tramar um golpe de Estado após a derrota para o presidente Lula (PT) na eleição de 2022. Nesta quarta (13), a defesa do ex-presidente apresentou as alegações finais no processo. 

Em um documento de quase 200 páginas, Bolsonaro afirmou que nunca atuou para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que sempre defendeu a democracia. 

O ex-presidente nega as acusações e diz ser um perseguido político, versão que sensibilizou o presidente Donald Trump, através de uma campanha liderada por Eduardo, deputado federal e filho de Bolsonaro, nos Estados Unidos.

Trump puniu o Brasil com taxas adicionais de 50% sobre produtos brasileiros, cassou o visto de Moraes e outros ministros do STF, além de incluir o relator do caso do golpe na lista da Lei Magnitsky, sob sanções econômicas. A lei foi criada para punir estrangeiros acusados de ferir direitos humanos.

O levantamento do instituto Datafolha foi realizado entre os dias 11 e 12 de agosto, com 2.002 pessoas com mais de 16 anos em 113 municípios. A margem de erro global da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou menos.

Entre os entrevistados, os mais jovens, com idades de 16 a 24 anos, aprovam mais a prisão (60%), mas nesse estrato a variação é de 6% para mais ou menos. O mesmo acontece no Sul, onde é vista uma inversão da opinião plausível dado o perfil de reduto bolsonarista da região. Lá, 51% afirmam que a prisão foi injusta e 43% concordam com ela, mas a margem de erro é de 5%. 

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