O Ceará encerrou junho com saldo positivo de mais de 7.300 novos postos de trabalho com carteira assinada, resultado apontado pelo Novo Caged e divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O crescimento foi registrado nos cinco principais grupamentos econômicos avaliados, indicando um ritmo consistente de geração de vagas.
Para o especialista e diretor do Grupo Pilares, Paulo França, o movimento revela um momento de amadurecimento do setor empresarial no Estado. Segundo ele, a formalização não apenas assegura direitos aos trabalhadores, mas também reforça o compromisso com o desenvolvimento sustentável dos negócios.
“A formalização proporciona maior previsibilidade financeira, facilita o acesso ao crédito e cria um ambiente mais seguro tanto para o empregador quanto para o empregado”, afirmou.
França destaca ainda que o aumento de vínculos formais traz impactos diretos para a economia como um todo. “Trabalhadores formalizados contribuem para a arrecadação de tributos, alimentam a Previdência Social e movimentam o consumo com maior segurança, pois têm renda estável e acesso a direitos garantidos, como férias, 13º salário e FGTS. Esse ciclo virtuoso fortalece o mercado interno e estimula novos investimentos”, explicou.
Outro dado que reforça a análise do especialista é o crescimento no setor de comércio. A Pesquisa Anual de Comércio (PAC), do IBGE, mostrou que o Ceará registrou em 2023 uma alta de 10,1% no número de empresas comerciais, totalizando 45.348 unidades.
Apesar de o recorte de dez anos indicar uma retração na quantidade de empresas, França avalia que a fase atual aponta para uma transição positiva. “Como contador e empresário, é possível afirmar que este cenário representa uma oportunidade para que os empresários continuem investindo em gestão estratégica, planejamento e compliance, assegurando não só crescimento, mas também longevidade empresarial”, afirmou o diretor.




