Divulgada nesta segunda-feira (25), a pesquisa Quaest trouxe informações sobre como a população avalia a aplicação da Lei Magnitsky, imposta pelos Estados Unidos, contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Para os brasileiros entrevistados, 49% avaliam injusta a penalidade, enquanto 39% consideram justa. O estudo foi solicitado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 13 e 17 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
A pesquisa também trouxe dados sobre os perfis das respostas favoráveis e contrárias à decisão. Entre os que consideram a decisão injusta, se destaca o público de esquerda mas não Lulista (80%) e que votou em Lula no segundo turno das eleições em 2022 (72%).
Os que defendem a punição são em maioria eleitores de Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições em 2022 (75%) e bolsonaristas, ou de direita, mas não bolsonaristas – ambos representam 74%. Na divisão de gênero entre os que consideram a decisão injusta, 48% são homens e 49%, mulheres.
O ministro brasileiro recebeu a punição pelo poder norte-americano em julho deste ano, sob a acusação de violar gravemente os direitos humanos de figuras políticas no Brasil, no caso, o ex-presidente Jair Bolsonaro e políticos ligados ao seu grupo. Com sanções financeiras, a Lei Magnitsky é apelidada de ‘pena de morte financeira’ por outras nações.




