O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) começa nesta terça-feira (2), em Brasília. Acusado de tentativa de golpe, o político terá sua sentença definida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
No Ceará, deputados estaduais já repercutem o caso e avaliam os possíveis impactos da decisão no cenário político local.
Para o deputado De Assis Diniz (PT), a condenação é o desfecho mais provável. “Eu imagino que pelos crimes cometidos e lá evidenciado, ele seja condenado. Tenta-se criar uma cortina de fumaça, tenta-se criar uma narrativa para buscar argumento de uma anistia, mas eu vejo essa repercussão. É uma pessoa que cometeu um crime, está sendo julgado e vai para cadeia, nada mais que isso”, disse.
Já o deputado Sargento Reginauro (União Brasil), da base bolsonarista, tem posição oposta. Para ele, não houve tentativa de golpe e faltam provas que sustentem a acusação. “A acusação de um golpe que, na verdade, não existiu, não há elementos concretos que provem a existência de uma tentativa de golpe, um golpe sem armas, um golpe sem ajuda das instituições constituídas. As decisões partidárias, elas passam por Brasília. A partir da prisão ou não de Bolsonaro, os grandes partidos haverão de se sentar às grandes lideranças para compor uma chapa ou duas, ou seja lá quantas forem, e isso vai repercutindo em todos os estados. As decisões estaduais normalmente acontecem depois que as decisões nacionais são tomadas”, comentou.
O julgamento ocorrerá no plenário da 1ª Turma do STF, nos dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro. Além de Bolsonaro, também são réus: o ex-ajudante de ordens e delator Mauro Cid; o deputado e ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem; o ex-comandante da Marinha Almir Garnier; o ex-ministro da Justiça Anderson Torres; o ex-ministro do GSI, general Augusto Heleno; o ex-ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira; e o ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, general Walter Braga Netto.




