O prefeito Evandro Leitão (PT) inaugurou, na manhã desta terça-feira (2), o primeiro dos 12 Espaços Girassóis da cidade de Fortaleza. O equipamento fica localizado no bairro Bonsucesso, na Regional 5 ー a qual, segundo a gestão, concentra o maior número de diagnosticados com algum tipo de neurodivergência.
Calçando apenas meias para não machucar o tatame de uma das salas sensoriais, Evandro falou sobre a “importância de implantação de equipamentos como esse na cidade de Fortaleza”. “Nós temos laudados, aproximadamente, cinco mil crianças e jovens com TEA, e um número muito expressivo daqueles que ainda não foram laudados”, explicou.
O equipamento entregue na manhã desta terça conta com 30 profissionais, dentre eles, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e psicólogos. São 26 salas, sendo 15 para atendimento em grupo. Algumas delas, segundo a primeira-dama Cristiane Leitão (PDT), contam com até 22 recursos interativos, pensados para promover uma avaliação mais assertiva dos pacientes.
Ainda conforme o prefeito, o Espaço Girassol da Policlínica Dr. José Eloy da Costa Filho foi prioridade na sua campanha ao Paço Municipal. “E esse aqui foi o primeiro ー nós teremos 13. Serão 12 espaços e mais o centro de diagnóstico que nós já entregamos”, pontuou o gestor, que afirmou que mais um deve ser inaugurado ainda este ano, localizado na Policlínica Dr. Luiz Carlos Fontenele, no Passaré (Regional 6).
“No próximo ano, nós iremos implantar mais três espaços. Ou seja, nós iremos estar avançando e jogando luzes para aqueles e aquelas que muitas vezes não são vistos pelo poder público, que são as pessoas que possuem alguma deficiência”, completou Evandro.
Enquanto o Espaço Girassol do Bonsucesso atenderá crianças e adolescentes da Regional 5, o Centro de Diagnóstico Girassol, no Edson Queiroz, atenderá esse público advindo de todas as regionais da cidade, que em breve terão as próprias unidades do Espaço Girassol.
Para a primeira dama, a implantação do Centro de Diagnóstico foi uma prioridade dentro do projeto, para poder laudar e dar o diagnóstico assertivo a 3.500 crianças e jovens por mês. “Hoje nós estamos iniciando com 1.500 e a gente vai acrescendo o número de atendimentos. A partir do momento que a criança é laudada, é fechado um diagnóstico, ela precisa de um atendimento de qualidade”, aponta.
A primeira-dama também lembra que o princípio do projeto nasceu com o Centro Inclusivo para Atendimento e Desenvolvimento Infantil (Ciadi), programa idealizado por ela e por Evandro, então presidente da Alece, para oferecer acompanhamento para crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista (TEA) e crianças com trissomia do 21 (T21), a síndrome de Down dentro do âmbito legislativo.




