A Justiça do Rio de Janeiro marcou para o próximo dia 18 de setembro uma audiência de conciliação entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e a influencer e cantora Jojo Todynho por um processo movido em 2024 pela sigla contra Jojo após declarações em um podcast.
O caso teve início quando a cantora, que é apoiadora declarada de Bolsonaro, afirmou no podcast do canal Brasil Paralelo, que o PT ofereceu R$ 1,5 milhão para ela participar da campanha do então candidato à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em 2022. Na mesma entrevista, Jojo Todynho ainda disse que outros artistas que apoiaram Lula também teriam sido pagos pelo partido.
“Ligaram, marcaram um almoço, falaram que era um trabalho e quando eu cheguei lá era isso… Me ofereceram R$ 1,5 milhão para fazer campanha quando o Lula veio candidato a presidente… E eu falei: ‘Desculpa gente, não vai rolar'”, declarou.
Entregue à 28ª Vara Criminal da Capital, o partido acusa Jojo de difamação. Esta é a segunda audiência de conciliação marcada pela Justiça, na primeira tentativa, houve um adiamento e o caso seguiu até este momento. A suposta oferta para a artista foi negada pela presidente do PT à época e atual ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.
Em uma nota oficial publicada, o Partido dos Trabalhadores classificou as declarações de Jojo como fake news. “A campanha eleitoral do presidente Lula nunca fez qualquer proposta de participação remunerada para Jojo Todynho em atos de apoio”. A audiência que está marcada poderá definir se haverá conciliação entre as partes ou prosseguimento da queixa-crime na Justiça. Até o momento, a cantora não se manifestou publicamente sobre o assunto.




