Ao final da celebração do Angelus neste domingo (7), o Papa Leão XIV fez um novo apelo “pela paz, principalmente na Terra Santa e na Ucrânia, e em cada terra ensanguentada pela guerra”. A declaração foi feita durante a missa de canonização de Pier Giorgio Frassati e Carlo Acutis, na Praça São Pedro, no Vaticano.
“Aos governantes, repito: escutem a voz da consciência! As aparentes vitórias obtidas com as armas, semeando morte e destruição, são na realidade derrotas e nunca promovem paz e segurança.”, declarou o pontífice, afirmando que “Deus não quer a guerra; Deus quer a paz”.
O líder da Igreja Católica voltou a clamar por uma uma solução diplomática para os conflitos em curso, como as guerras em Gaza e na Ucrânia. “Deus ampara quem se compromete a sair da espiral do ódio e a percorrer o caminho do diálogo”, concluiu o Santo Padre.
Conversas com Israel
Na última quinta-feira (4), o papa já havia discutido a “trágica situação em Gaza” durante uma reunião com o presidente de Israel, Isaac Herzog. Na ocasião, ele chegou a pedir negociações para a libertação dos reféns restantes e um cessar-fogo permanente no território palestino, segundo o Vaticano.
“Espera-se uma pronta retomada das negociações para garantir a libertação de todos os reféns, alcançar urgentemente um cessar-fogo permanente, facilitar a entrada segura de ajuda humanitária nas áreas mais afetadas e garantir o pleno respeito ao direito humanitário”, disse a declaração oficial.
Anteriormente, Herzog agradeceu ao papa pelo encontro em uma postagem no X, antigo Twitter, e afirmou que havia recebido uma “recepção calorosa” no Vaticano.
“Líderes religiosos e todos aqueles que escolhem o caminho da paz devem se unir para pedir a libertação imediata dos reféns como um primeiro e essencial passo para um futuro melhor para toda a região”, disse o presidente israelense.
Mudança de tom
Diferente do seu antecessor, o falecido papa Francisco, Leão XIV tem adotado um tom mais cauteloso ao falar sobre a campanha militar de Israel em Gaza.
Francisco, que esteve à frente da Igreja Católica por 12 anos, tornou-se um crítico frequente de Israel. O Santo Padre chegou a sugerir um estudo para determinar se o país estava cometendo um genocídio contra o povo palestino, o que provocou críticas severas por parte de autoridades israelenses.
Leão XIV, por sua vez, intensificou recentemente seus apelos pelo fim da guerra em Gaza. Na última semana, ele fez o que chamou de “forte apelo” pelo fim do conflito durante sua audiência pública semanal.
A nota divulgada na última quinta (4) pelo Vaticano foi notavelmente mais longa do que o habitual para declarações sobre o encontro do papa com líderes estrangeiros. Normalmente, elas oferecem apenas algumas linhas de informação e não fornecem detalhes específicos sobre os tópicos discutidos pelo pontífice.




