Dois homens armados entraram em um ônibus em Jerusalém, Israel, e abriram fogo contra os passageiros e o motorista, nesta segunda-feira (8), deixando ao menos seis mortos e mais de dez feridos, sendo seis em estado grave, segundo o governo e serviços de emergência israelenses.
Ainda não se sabe quem está por trás do ataque ou a motivação dele. Porém, o atentado foi elogiado pelo grupo terrorista Hamas, que está em guerra na Faixa de Gaza com Israel desde outubro de 2023. Sem assumir a responsabilidade, o Hamas alegou que a atuação foi obra de dois “combatentes da resistência palestina”.
De acordo com a polícia Israelense, em comunicado, os suspeitos do atentado já foram “neutralizados” e diversas armas, munições e facas foram recuperados no local.
“Grandes forças policiais, sob o comando do Comandante Distrital, estão protegendo a área. Unidades policiais de desarmamento de bombas estão garantindo a segurança da área, enquanto equipes forenses estão reunindo evidências”, disse a polícia.
O ministro das Relações Exteriores israelense, Gideon Saar, confirmou o número de mortos, no entanto, o número de feridos ainda é incerto. A polícia israelense divulgou 11 feridos, o resgate diz ter 12 e o gabinete do premiê Benjamin Netanyahu fala em mais de 12.
Segundo a agência de notícias Associated Press (AP), o atentado ocorreu em um cruzamento na entrada norte da cidade de Jerusalém, em uma estrada que leva a assentamentos judaicos em Jerusalém Oriental, na Cisjordânia.
O premiê Netanyahu esteve presente no local do ataque após ter sido controlado pela polícia e afirmou que tomará “medidas ainda mais duras”, na região próxima à Cisjordânia.
“Estamos agora perseguindo e cercando as aldeias de onde vieram os terroristas, e vamos caçar todos aqueles que os ajudaram e aqueles que os enviaram. (…) Quero afirmar o mais claramente possível: esses assassinatos e ataques, em todas as frentes, não nos enfraquecem. Eles apenas fortalecem nossa determinação de cumprir as missões que estabelecemos para nós mesmos, em Gaza, na Judeia e Samaria (nome bíblico para a Cisjordânia), em todos os lugares”, declarou Netanyahu.
Em comunicado, o exército israelense disse ter enviado soldados ao local e estão em busca de mais suspeitos ao lado da polícia.




