A Basílica Santuário de Nazaré, um dos principais cartões-postais de Belém e símbolo da devoção mariana na Amazônia, reabriu as portas ao público após uma semana de fechamento para a conclusão de parte da restauração interna iniciada em 2023. O projeto, que já gastou cerca de R$ 9 milhões, contemplou desde reforços estruturais até a revitalização artística do espaço, e já prevê uma segunda fase de obras com entrega programada para 2026.
Os fiéis que marcarem presença em alguma missa da Basílica agora poderão observar os detalhes renovados: cores mais vivas nas paredes e pinturas, acabamento refinado e objetos litúrgicos recuperados. O altar-mor recebeu destaque especial com o processo de douramento, realizado com folhas de ouro, enquanto a estrutura elétrica e o telhado foram totalmente substituídos.
Segundo o coordenador do projeto pela Diretoria da Festa de Nazaré, Antônio Salame, a restauração foi um desafio que vinha desde 2010. “A Basílica tem mais de 100 anos e, apesar de todo o cuidado que a gente vem tendo com os padres barnabitas e a diretoria da festa, muita coisa precisava de um tratamento mais completo. Já trocamos telhas, iluminação e instalações elétricas, inclusive tinha o risco de desabamento em algumas áreas”, explicou.
A intervenção também corrigiu problemas considerados críticos, principalmente nas paredes internas próximas ao forro e à cobertura, segundo informações da equipe de fiscalização.
A segunda etapa da obra já está em andamento. De acordo com a coordenadora contratual da obra, Luci Azevedo, a próxima fase prevê a finalização da cripta, além da pintura externa, recuperação do telhado, fachada e torres da Basílica. A previsão é que todo o projeto seja concluído até março de 2026.




