No dia em que São Luís completou 413 anos de fundação, o Centro Histórico da capital se transformou em palco de uma das manifestações mais simbólicas das religiões afro-brasileiras: o Cortejo dos Orixás. Centenas de praticantes de candomblé, umbanda e outras tradições participaram da caminhada, com concentração na Praça Dom Pedro II e trajeto até a Igreja do Desterro.
O governador Carlos Brandão (PSB) acompanhou o início do evento, parabenizou a população e reafirmou o compromisso do Estado em apoiar a diversidade religiosa.
As ruas do Centro foram tomadas por cânticos, toques de tambor de mina e roupas brancas e coloridas, compondo um cenário que atraiu olhares de moradores e turistas. Para além da beleza estética, a caminhada simbolizou também uma mensagem de resistência.
“Não é só uma caminhada festiva. […] Este também é um grito de resistência pelo respeito às religiões de matriz africana”, afirmou Biné Gomes Abinokô, representante da Federação de Umbanda e Cultos Afro-Brasileiros do Maranhão (Fucabma), entidade que organiza a procissão.
O governador destacou que o poder público deve estar ao lado de todas as manifestações de fé. “A procissão está grande e todos os anos fazemos questão de participar para deixar bem claro o nosso apoio às religiões de matriz africana. Elas têm o nosso total apoio, e temos procurado ajudar no que for possível para que se fortaleçam ainda mais”, declarou Brandão.
Realizada tradicionalmente em 8 de setembro, a procissão marca tanto a devoção a São Luís Rei de França, padroeiro da cidade, quanto às entidades cultuadas nos terreiros maranhenses. Neste ano, o cortejo contou também com a presença da presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale (PSB), além de vereadores da capital.
Com informações do Governo do Maranhão.




