Após o pedido de prisão preventiva para Ciro Gomes (PDT) feito pela Advocacia do Senado Federal, motivado por mais um ataque à prefeita de Crateús, Janaina Farias, o Ministério Público Eleitoral do Ceará se manifestou contra a medida na última segunda-feira (8). Como alternativa, foi sugerido que a Justiça Eleitoral adote medidas cautelares contra o ex-ministro.
Foi recomendado pela Promotoria, a obrigação de comparecer regularmente ao tribunal para prestar informações sobre suas atividades e a proibição de qualquer tipo de contato ou aproximação com Janaína. O caso ainda aguarda decisão do juiz responsável.
No documento enviado pelos advogados de defesa à Justiça Eleitoral, eles afirmam que a medida buscava “impor censura prévia às manifestações do réu”, além de alegar que órgão jurídico do Senado não foi capaz de “indicar qualquer elemento atual que evidencie perigo concreto” contra a prefeita.
Para o MPE do Ceará, as falas de Ciro tinham o intuito de “constranger e humilhar” Janaína, “menosprezando-a por sua condição de mulher” e entende que ele cometeu violência política de gênero.
O órgão jurídico do Senado voltou a acionar a Justiça Eleitoral neste mês, após o ex-ministro voltar a mencionar Janaína Farias em entrevistas. Ciro afirmou que a atual prefeita de Crateús “recrutava moças pobres e de boa aparência para fazer o serviço sexual sujo do senhor Camilo Santana”.




