O número de óbitos por câncer relacionados ao atentado de 11 de setembro já superou o total de mortes ocorridas no próprio dia do ataque. Os dados são do Programa de Saúde do World Trade Center (WTC), divulgados pelo jornal norte-americano The New York Times.
No dia do atentado, foram registradas 2.977 mortes. Já o número de óbitos por câncer associados ao ataque alcançou 3.767.
Segundo o estudo, as toxinas liberadas com o colapso das torres e nos escombros levados ao aterro Fresh Kills continham amianto, metais pesados e outras substâncias cancerígenas. Muitos socorristas e trabalhadores atuaram sem equipamentos de proteção adequados.
De acordo com o Programa de Saúde do WTC, houve um aumento significativo no número de inscrições de sobreviventes, especialmente em 2024.
Até março, 48.579 sobreviventes e socorristas haviam sido diagnosticados com câncer. Entre os tipos mais comuns estão câncer de pele, próstata, mama, melanoma, linfoma, leucemia, tireóide, rim, pulmão e bexiga.
Além disso, somente nos últimos cinco anos, houve um crescimento de 143% nos diagnósticos, em parte devido ao envelhecimento dos afetados, atualmente na faixa etária dos 50 a 60 anos.




