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Política

Pressionado por bolsonaristas, Valdemar nega que houve tentativa de golpe

Anteriormente, o presidente do PL afirmou que “houve um planejamento de golpe” e que o “Supremo decidiu e temos que respeitar” ao falar sobre a condenação de Bolsonaro
Por Luiza Cardoso
Atualizado há 9 meses
Tempo de leitura: 2 mins
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A mudança de discurso gerou reações negativas entre aliados do ex-presidente. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Valdemar Costa Neto, presidente do PL, afirmou ao Blog da Andréia Sadi, nesta segunda-feira (15) que “nunca houve planejamento de golpe”. A declaração contrasta com o que ele próprio havia dito no sábado (13), quando falou que “houve um planejamento de golpe” e que “o Supremo decidiu e temos que respeitar”, ao comentar a condenação de Jair Bolsonaro (PL). A mudança de discurso gerou reações negativas entre aliados do ex-presidente.

Para os apoiadores de Bolsonaro, a fala pareceu uma tentativa de distanciamento, com o intuito de acelerar a escolha do centrão de um novo candidato para 2026, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Nas redes sociais, Paulo Figueiredo, aliado do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), escreveu: “não estamos nesta [escreveu um palavrão] de dar gosto à toa”, se referindo ao que tem enfrentado durante suas articulações internacionais, junto ao filho do ex-presidente nos Estados Unidos. “Não foi por falta de aviso”, respondeu o deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP), ex-ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro. 

O também ex-ministro e advogado de Bolsonaro, Fábio Wajngarten, disse: “Não é possível mais ouvirmos e nos calarmos. Chega”.

Com a repercussão negativa, Valdemar voltou atrás e explicou: “o que eu quis dizer é que existia uma minuta, todo mundo sabia da minuta, mas nunca se discutiu golpe”. Ele negou que o PL tenha desistido da anistia e disse que o partido seguirá “até o fim” na defesa de Bolsonaro.

“O que importa deixar claro é que não houve golpe. O presidente Bolsonaro sempre afirmou que não aceitaria nada fora da Constituição. Ele recuou de qualquer ideia nesse sentido e conduziu a transição de forma democrática. Esse é o fato!”, concluiu Valdemar.

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