Uma expedição paleontológica realizada no interior do Maranhão pode colocar o estado em evidência no cenário científico internacional. Entre os dias 2 e 15 de setembro, especialistas brasileiros e estrangeiros escavaram fósseis de um espinossaurídeo, grupo de dinossauros carnívoros conhecido mundialmente por suas adaptações incomuns, em Conceição, vilarejo localizado no município de Coroatá.
A iniciativa contou com a presença do renomado paleontólogo americano Paul Sereno, da Universidade de Chicago, além de documentaristas da National Geographic.
Segundo Rafael Lindoso, professor do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) e líder do trabalho, o fóssil pode se tornar “o dinossauro mais famoso do Brasil”, dada a importância científica e a dimensão inédita da pesquisa.
Lindoso acompanha a descoberta desde 2016, quando o primeiro esqueleto parcial foi escavado em parceria com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Após anos de pesquisa e atrasos causados pela pandemia, os estudos chegaram a uma etapa decisiva.
A expectativa é que o material seja analisado em conjunto com laboratórios internacionais e publicado em uma das revistas científicas mais respeitadas do mundo.
Para a Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), que apoia o projeto, o feito representa um marco para a ciência feita no estado e reforça o papel do Maranhão na paleontologia global.
Com informações do Governo do Maranhão.

