Após mais de dois meses em Bangu, o rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, mais conhecido como Oruam, foi solto na tarde desta segunda-feira (29) após liminar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O ministro Joel Ilan Paciornik havia determinado na última sexta-feira (26) a revogação da prisão preventiva do artista, após pedido do advogado Gustavo Mascarenhas.
Na decisão, o ministro destacou que a fundamentação usada pelo tribunal para decretar a prisão preventiva de Oruam revelou-se insuficiente. O magistrado também ressaltou que o rapper é primário e que se apresentou espontaneamente para cumprir o mandado de prisão.
Oruam havia sido preso em 22 de julho, quando se entregou à polícia um dia após se envolver em uma confusão com agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecente (DRE).
O rapper deixou a penitenciária a pé e, do lado de fora do complexo, era aguardado pelos MCs Poze do Rodo e Cabelinho, além de uma multidão de fãs.
Tornozeleira eletrônica
Apesar de ter sido solto, Oruam vai precisar usar tornozeleira eletrônica e se apresentar mensalmente à Justiça do Rio de Janeiro.
A decisão de soltura, publicada na sexta-feira (29), também impõe outras restrições a Oruam como recolhimento noturno, proibição de sair de casa entre 20h e 6h, proibição de visitar o Complexo do Alemão e outras áreas de risco.




