Em uma operação conjunta da Polícia Civil com as vigilâncias sanitárias municipal e estadual, o bar Ministrão, localizado na Alameda Lorena, nos Jardins, na área nobre de São Paulo, foi fechado nesta terça-feira (30). A ação se deu devido a indícios da venda de bebida alcoólica contaminada com metanol no local.
O bar já havia sido alvo de investigações nesta segunda-feira (29), e resultou na apreensão de pelo menos 100 garrafas de destilados. As autoridades informaram que o bar vai ficar interditado até a conclusão da análise das amostras coletadas.
Após a designer de interiores Radharani Domingos ficar temporariamente cega por suspeita de intoxicação com metanol depois de consumir vodca no local, o bar entrou na mira das operações e foi interditado por precaução. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira (30) que foi confirmada uma morte por intoxicação por metanol e outras quatro estão sendo investigadas.
A morte confirmada foi a do advogado Marcelo Lombardi, que consumiu bebida alcoólica na capital paulista e morreu em decorrência de uma parada cardio respiratória e falência múltipla de órgãos. Em seu laudo, os médicos registraram que o metanol foi a causa da intoxicação de Marcelo.
O governador também afirmou que todos os estabelecimentos que tiverem a suspeita de intoxicação por metanol serão fechados cautelarmente para investigação do gabinete de crise, que investiga 17 dos 22 casos registrados relacionados ao consumo de álcool adulterado; cinco já foram confirmados. A interdição é uma forma do governo checar a documentação do estabelecimento com dados federais e mapear a origem da bebida.
O metanol é altamente tóxico para o corpo humano, a substância atinge o fígado principalmente, mas também pode causar lesões no nervo óptico e causar cegueira.




