O Amazonas segue sem registros de intoxicação por metanol, segundo informações da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP). Apesar disso, o órgão intensificou o monitoramento após a confirmação de mortes em outros estados do país, como São Paulo e Pernambuco. Até agora, sete pessoas já perderam a vida no Brasil após ingerirem bebidas destiladas adulteradas com a substância tóxica.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES-AM) informou que todos os serviços públicos e privados da rede estadual foram orientados a identificar rapidamente possíveis casos suspeitos e a notificar imediatamente as autoridades. A medida faz parte das diretrizes do Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde (Cievs).
De acordo com a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, o fato de não haver casos no estado não elimina o risco. “Apesar de não termos registros no Amazonas, o risco existe. A prevenção depende da vigilância ativa e do engajamento de toda a sociedade”, destacou.
Os especialistas alertam que bebidas sem procedência, vendidas em mercados informais ou por valores muito abaixo do habitual, oferecem maior risco. Entre os sintomas de intoxicação estão visão turva, dor abdominal, tontura, confusão mental e dificuldade para respirar. Os sinais podem surgir entre 12 e 24 horas após o consumo.
A FVS reforça que a recomendação é adquirir bebidas alcoólicas apenas de fabricantes autorizados e que apresentem selo de controle sanitário. Em caso de suspeita de intoxicação, a orientação é buscar atendimento médico imediato.
Com informações do Governo do Amazonas.




