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Caminhada por anistia reúne parlamentares e apoiadores de Bolsonaro em Brasília na tarde desta terça (7)

O pastor Silas Malafaia, o presidente do PL Valdemar Costa Neto, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro estiveram presentes
Por UrbNews
Atualizado há 8 meses
Tempo de leitura: 4 mins
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A ideia é se contrapor aos protestos de esquerda contra a pauta que ocorreram por todo o país no último dia 21. Foto: A ideia é se contrapor aos protestos de esquerda contra a pauta que ocorreram por todo o país no último dia 21. Reprodução/Instagram Nikolas Ferreira e André Fernandes

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar, concentram-se em frente à Biblioteca Nacional de Brasília na tarde desta terça-feira (7) para dar início a uma caminhada em defesa da anistia aos condenados na esteira dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A ideia é que o grupo de manifestantes vá até o Congresso Nacional.

Além do pastor Silas Malafaia e do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, estão presentes a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro e Renato Bolsonaro, que é irmão do ex-presidente. Manifestantes carregam bandeiras do Brasil, de Israel e dos Estados Unidos, e pedem anistia “ampla e irrestrita”.

A anistia é a pauta principal do bolsonarismo hoje. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Outros sete réus foram condenados a penas que vão de 2 a 26 anos de reclusão.

Cerca de 1.200 pessoas foram condenadas no STF ou fecharam acordos com o Ministério Público pelo episódio de 2023. Balanço divulgado pela corte em agosto informava que, naquela data, 29 pessoas estavam presas preventivamente e 112 cumpriam prisão definitiva -outras 44 estavam em prisão domiciliar.

O ato desta terça foi convocado por Malafaia.

A ideia é se contrapor aos protestos de esquerda contra a pauta que ocorreram por todo o país no último dia 21.

As manifestações de esquerda contaram com shows de artistas, como Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil, no Rio de Janeiro, e ajudaram a enterrar a PEC da Blindagem e a esfriar as movimentações pela anistia.

Elas foram convocadas, com poucos dias de antecedência, em ao menos 33 cidades pelo país, incluindo 22 capitais, pelas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, ligadas ao PSOL e ao PT e que reúnem movimentos como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto).

“Nós não podemos deixar a esquerda com a última palavra naquela palhaçada de artista de misturar temas, certo? Para enganar o povo. Então, no mínimo, vamos fazer uma caminhada”, disse Malafaia, que afirmou esperar ao menos 5.000 pessoas na Esplanada.

A opção foi pelo formato de uma caminhada num dia de semana, não uma manifestação no domingo, porque havia pouco tempo para articular um novo protesto de grande porte.

Segundo Malafaia, a expectativa é que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), paute a proposta nesta semana.

Mas o projeto de lei relatado por Paulinho da Força (Solidariedade-SP) e que conta com o apoio de Motta trata da redução de penas, não do perdão. Ao chegar no ato, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse à Folha que a maneira de aprovar a anistia é “colocar o povo na rua”.

Ao fazer a convocação para a caminhada, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou uma foto de Lula de 1979 com uma camiseta escrito “anistia”.

“Que camisa maneira desse cara!!”, escreveu o parlamentar. A imagem tem sido replicada por bolsonaristas para forçar um paralelo entre a anistia após a ditadura militar e a de agora aos que participaram da tentativa de golpe e dos ataques golpistas às sedes dos três Poderes em Brasília.

Os bolsonaristas já tinham promovido uma caminhada pela anistia em Brasília, em maio, com a participação de Bolsonaro.

O Monitor do Debate Político do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) e a ONG More in Common fez uma estimativa com base em imagens aéreas e afirmou que havia cerca de 4.000 pessoas na manifestação no horário de pico.

Com informações de Catarina Scortecci, da Folhapress

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