Nesta quarta-feira (15), Melina Fachin, filha do ministro Edson Fachin, fez um apelo em suas redes sociais em defesa da nomeação de uma ministra para a Suprema Corte no lugar de Roberto Barroso. Melina é advogada e professora da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e filha mais nova do atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em uma série de stories no Instagram, Melina manifestou apoio à campanha pela indicação de uma mulher para ocupar a vaga que será aberta com a aposentadoria de Barroso. As publicações compartilhadas pela professora expressam “esperança de uma mulher no STF” e afirmam que “agora tem que ser ela!”, além de destacarem que “o Brasil é feito por mulheres” e que “o STF também precisa ser”.
O movimento é apoiado por diversas personalidades, entidades e associações civis que defendem uma maior representatividade feminina no Judiciário. A cantora Anitta também aderiu à campanha recentemente, e declarou que “existem mulheres qualificadas para o cargo no nosso país, onde a maioria da população é mulher”. Um abaixo assinado publicado por ela, destinado ao presidente da República, já ultrapassa 40 mil assinaturas.
A escolha de um novo ministro para o STF é decisão que cabe ao presidente Lula (PT). Após a aprovação da maioria dos senadores, o indicado pode ser nomeado oficialmente.
Desde o início do atual governo, Lula indicou quatro mulheres para tribunais superiores, enquanto nove homens foram escolhidos para cargos semelhantes. Atualmente, o STF conta com apenas uma ministra, Cármen Lúcia. Em 134 anos de história, apenas três mulheres integraram a Corte: Ellen Gracie, Cármen Lúcia e Rosa Weber.




