Neste domingo (19), Donald Trump (Republicano) acusou o presidente da Colômbia, Gustavo Petro (Colômbia Humana), de ser “um líder do tráfico de drogas ilegais” e ameaçou encerrar os “pagamentos e subsídios em larga escala” ao país sul-americano.
Em uma postagem na rede social Truth Social, Trump escreveu: “O presidente Gustavo Petro, da Colômbia, é um líder do tráfico de drogas ilegais que incentiva fortemente a produção em massa de drogas, em campos grandes e pequenos, por toda a Colômbia. Tornou-se, de longe, o maior negócio da Colômbia, e Petro não faz nada para impedi-lo, apesar dos pagamentos e subsídios em larga escala dos EUA, que nada mais são do que um roubo a longo prazo da América”.
Petro respondeu a acusação com uma postagem no X (antigo Twitter) afirmando ter combatido o narcotráfico no País. “O principal inimigo do narcotráfico na Colômbia era aquele que expôs seus laços com o establishment político colombiano no século XXI. Esse era eu”, disse, “recomendo que Trump leia a Colômbia com atenção e determine de que lado estão os traficantes de drogas e de que lado estão os democratas”.

Mais cedo, o líder colombiano denunciou o assassinato de um pescador durante uma ação militar no Caribe. A mobilização estadunidense foi apresentada como uma ação contra o narcotráfico.
Petro afirmou que o assassinato, ocorrido em setembro, foi uma violação à soberania nacional. “Funcionários do governo dos EUA cometeram um assassinato e violaram a soberania de nossas águas territoriais”, afirmou. A ação dos EUA, de acordo com Trump, tem como alvo os cartéis de drogas venezuelanos.
Também neste domingo, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou que os militares estadunidenses destruíram uma embarcação no Caribe e mataram três tripulantes. Segundo ele, o barco tinha ligação com o Exército de Libertação Nacional, uma guerrilha da Colômbia.




