O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu a prisão preventiva do deputado estadual Lucas Bove (PL), nesta quinta-feira (23), alegando descumprimento das medidas protetivas concedidas à ex-esposa, a influenciadora e educadora Cíntia Chagas.
O deputado foi indiciado no dia 29 de setembro por crimes de perseguição, violência psicológica, violência física e ameaça contra a influenciadora. O inquérito foi encaminhado à Justiça no dia 15 de setembro.
Em 2024, Cíntia prestou queixa contra Lucas após um relacionamento de mais de dois anos, por abusos físicos e psicológicos.
Segundo o Ministério Público, o deputado vem desrespeitando as restrições impostas pela justiça, mesmo diante de advertência feitas pessoalmente ou por meio de seus advogados.
Após relatos e provas apresentadas pelos advogados da vítima acerca do descumprimento das restrições, o MP reconheceu que as medidas protetivas já não são mais o suficiente para garantir a segurança de Cíntia.
De acordo com o MP, a vítima estava sendo “sistematicamente exposta e ridicularizada perante a mídia e opinião pública”, já que Lucas constantemente realizava publicações explícitas citando o nome de Cíntia e referências sobre o processo, na qual descumpre a decisão judicial que proíbe qualquer menção a ação.
Em suas redes sociais, o deputado afirmou que a delegacia ignora um “laudo oficial” do Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (IMESC) no qual atesta que “não há dano psicológico” sofrido pela vítima.
“A outra parte pediu minha prisão por responder uma pergunta sobre fatos que já eram públicos e que foram vazados por “alguém””, explicou Lucas.
Além disso, o deputado criticou a educadora por ter dito que ele jogou uma faca nela durante sua participação do GloboNews Debate da última terça-feira (22). Segundo Lucas, a delegada já havia negado a história e que Cíntia ignorou o segredo de justiça e a Cautelar que a proibia de falar sobre.
“Estou em paz, pois, além de ter a consciência limpa, confio na Justiça e tenho fé de que a juíza será justa ao analisar tanto o pedido de prisão quanto a única narrativa que permaneceu de pé (violência PSICOLÓGICA)”, declarou o deputado estadual.
A influenciadora também se pronunciou sobre o assunto e questionou a Alesp sobre o permanecimento de Lucas na Casa, já que ele está sendo “indiciado pelo Ministério Público por agredir uma mulher”.
“Recebo a decisão com serenidade e inabalável confiança na Justiça. Trata-se de um homem público, e é moralmente inaceitável que agressores de mulheres permaneçam investidos em funções de poder. A violência contra a mulher não se circunscreve à esfera privada: constitui crime e afronta à dignidade humana. Que a lei siga o seu curso e que, como sempre, a verdade prevaleça. A todas as mulheres que enfrentam a violência, deixo uma mensagem: não se calem. O silêncio protege o agressor”, pontuou Cíntia em suas redes sociais. “Hoje durmo aliviada”, informou.




