O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou pela primeira vez, na noite desta quarta-feira (29), acerca da megaoperação no Rio de Janeiro que deixou mais de 120 mortos. Segundo ele, é preciso um trabalho coordenado que ‘atinja a espinha dorsal’ do tráfico.
“Não podemos aceitar que o crime organizado continue destruindo famílias, oprimindo moradores e espalhando drogas e violência pelas cidades. Precisamos de um trabalho coordenado que atinja a espinha dorsal do tráfico sem colocar policiais, crianças e famílias inocentes em risco”, escreveu o presidente em nota nas redes sociais.
A chamada Operação Contenção, que tinha como objetivo prender os líderes de facções criminosas, aconteceu na última terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha e se consolidou como a operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro.
A megaoperação resultou na prisão de 113 pessoas e na morte de pelo menos 120, incluindo os quatro policiais, segundo o balanço mais recente.
O presidente ainda relembrou outra operação de combate ao crime organizado, a chamada Operação Carbono Oculto, na qual policiais deflagraram um esquema de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.
“Foi exatamente o que fizemos em agosto na maior operação contra o crime organizado da história do país, que chegou ao coração financeiro de uma grande quadrilha envolvida em venda de drogas, adulteração de combustível e lavagem de dinheiro”, pontuou.
Na nota, o presidente também destacou a aprovação da PEC da Segurança Pública, que segue ao Congresso Nacional. “Vamos garantir que as diferentes forças policiais atuem de maneira conjunta no enfrentamento às facções criminosas”, declarou Lula.




