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Amazonas

Projeto das ecobarreiras de Manaus que remove 300 toneladas de lixo por mês será levado à COP30, diz prefeito

A iniciativa será levada à Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas como exemplo de ação local com impacto global
Por Iôrran Freire
Atualizado há 6 meses
Tempo de leitura: 3 mins
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Implantadas há quase dois anos, as ecobarreiras já evitaram o acúmulo de milhares de toneladas de resíduos na capital. Foto: Divulgação

O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), vai apresentar na COP30, que acontece entre 10 e 21 de novembro em Belém, no Pará, o projeto das ecobarreiras, uma solução ambiental criada pela gestão municipal que já impede que cerca de 300 toneladas de lixo por mês cheguem ao rio Negro. O sistema, formado por 12 estruturas instaladas em igarapés da capital, se tornou uma das principais iniciativas de combate à poluição hídrica e à degradação ambiental na cidade.

Durante visita à ecobarreira do igarapé do Mindu, na zona Centro-Sul, nesta terça-feira (4), o prefeito destacou que o projeto será apresentado à comunidade internacional como um exemplo de inovação local com resultados concretos. 

“Apresentarei na COP30, em Belém, o projeto das ecobarreiras, que já impedem que 300 toneladas de lixo por mês cheguem ao rio Negro. Uma iniciativa simples, eficaz e 100% manauara, que está ajudando a preservar nossos igarapés e a proteger o meio ambiente. Manaus está mostrando ao mundo que desenvolvimento e sustentabilidade caminham juntos”, afirmou.

Implantadas há quase dois anos, as ecobarreiras já evitaram o acúmulo de milhares de toneladas de resíduos nos mananciais da capital. Somente em 2023, foram retiradas 2,8 mil toneladas de lixo; e de janeiro a junho deste ano, o volume chegou a 1,6 mil toneladas. A iniciativa tem contribuído diretamente para a redução das operações de limpeza do rio Negro, que antes recolhiam até 700 toneladas de resíduos por mês e agora mantêm média entre 300 e 400 toneladas.

Além da preservação ambiental, o projeto também tem impacto direto na infraestrutura urbana. O secretário municipal de Limpeza Urbana, Sabá Reis, explica que as estruturas evitam que objetos grandes, como carcaças de eletrodomésticos, cheguem à rede de esgoto e causem alagamentos. 

“Com as ecobarreiras a gente vai eliminar? Não, mas vamos evitar que esse lixo chegue ao rio Negro. O apelo que eu posso fazer às pessoas, apesar de saber que vocês pagam imposto, é que, se vocês ajudarem, poderão não estar pagando com a vida o transtorno que é causado na cidade de Manaus, principalmente nas áreas alagadiças”, reforçou.

Segundo a Semulsp, uma nova ecobarreira será instalada nos próximos dias no igarapé 13 de Maio, na zona Sul da capital. O sistema faz parte de um esforço maior de limpeza urbana: a capital recolhe, em média, 78 mil toneladas de resíduos por mês, o que representa quase 1 milhão de toneladas por ano.

Com informações da Prefeitura de Manaus.

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