Uma moção de apoio à ministra presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha, foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) nesta quarta-feira (05).
A ministra recebeu críticas proferidas pelo colega e ministro Carlos Augusto Amaral Oliveira durante um ato inter-religioso que lembrou os 50 anos do assassinato do jornalista Vladimir Herzog. Durante o momento, a ministra pediu perdão, em nome da Justiça Militar brasileira, às vítimas da Ditadura Militar de 1964.
O requerimento foi enviado pelo presidente da Alece Romeu Aldigueri (PSB) e apoiado pelas deputadas Larissa Gaspar (PT), Jô Farias (PT) e os deputados Salmito Filho (PSB) e Júlio César Filho (PT). Segundo Aldigueri, a fala da ministra representa um ato de maturidade institucional e compromisso republicano.
“Um gesto histórico de altivez, maturidade institucional e compromisso republicano com a memória e a verdade, para que não se repitam abusos como os cometidos durante o regime de exceção”, disse o presidente em seu discurso.
O deputado também afirmou que a postura da presidente do STM simboliza um avanço democrático e civilizatório, reforçando a importância do Estado brasileiro reconhecer sua responsabilidade histórica diante dos cidadãos e cidadãs que sofreram com a repressão, a censura e a tortura.




