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Vocalista do A-ha se diz injustiçado por receber apenas 16% dos direitos de ‘Take On Me’

Atualmente, a banda está em pausa indefinida após desentendimentos por conta de direitos autorais, dinheiro e controle criativo
Por UrbNews
Atualizado há 7 meses
Tempo de leitura: 2 mins
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Morten considera a divisão injusta. "Aquela nota do meio é o que desencadeia tudo no refrão. E isso veio de mim", diz. Foto: Reprodução/Instagram @mortenharket

Em 1985, o trio norueguês A-ha lançou seu maior sucesso, “Take On Me”. Com a melodia de teclado que gruda na mente, batida dançante e vocais agudos, o hit global atravessou quatro décadas tocando nas pistas mundo afora.

Em entrevista ao Washington Post, o trio, formado pelo tecladista Magne Furuholmen, 63, o guitarrista Waaktaar-Savoy, 64, e o vocalista Morten Harket, 66, falou sobre o processo de composição da música.

Morten, no entanto, é ressentido com os ex-parceiros. O vocalista afirmou receber atualmente apenas 16,6% dos direitos autorais da música, enquanto Paul e Magne, que compuseram o hit, dividem os outros 83,4%. Morten considera a divisão injusta. “Aquela nota do meio é o que desencadeia tudo no refrão. E isso veio de mim”, diz.

PROCESSO CRIATIVO

Magne, que fundou a banda junto com Paul, seu amigo de infância, conta que, quando mostrou seus acordes no piano ao guitarrista, ouviu do amigo que parecia um jingle de propaganda. “Bem, sim”, ele se lembra de ter respondido. “Mas é contagiante, né?”

O tecladista, no entanto, não deixa de dar os créditos ao vocalista. Ele reconhece que a beleza e a voz de Morten tiveram papel crucial no estouro do hit. “O alcance vocal dele era incrível. Porque é como se fosse um falsete, mas o topo é uma mistura de voz de peito com falsete. Ele tem muita potência lá em cima, é isso que impressiona as pessoas. Eu consigo chegar lá, mas o fôlego dele é o que simplesmente te nocauteia”, diz Magne.

“Morten lembrava Jeff Ayeroff de Roy Orbison, o gigante do rockabilly com um alcance de três oitavas e talento para vocalizar o coração partido, mas com uma diferença fundamental: Morten era devastadoramente bonito, moreno, com traços cinzelados e olhos cintilantes”, acrescenta.

Atualmente, a banda está em pausa indefinida após desentendimentos por conta de direitos autorais, dinheiro e controle criativo. Na entrevista, Magne afirma que os três já não se falam e nem se encontraram para celebrar os 40 anos de seu maior sucesso. Em junho deste ano, Morten revelou que tem doença de Parkinson. O último show do trio junto foi em 2022.

Texto por Anahi Martinho, da Folhapress.

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