O governador Wilson Lima (União Brasil) anunciou, durante a abertura da COP30 realizada em Belém do Pará, nesta segunda-feira (10), duas medidas consideradas marcos na gestão ambiental do Amazonas: o primeiro concurso da Secretaria de Meio Ambiente (Sema) e a meta de reduzir em 50% o consumo de diesel no Estado até 2030.
As iniciativas integram a Política Estadual de Transição Energética e o novo modelo de governança ambiental do governo amazonense, que inclui investimentos em bioeconomia, energia limpa e fortalecimento da estrutura técnica do setor.
O concurso da Sema será realizado pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe) e ofertará quase 160 vagas para níveis médio e superior, com edital previsto para dezembro de 2025 e provas no primeiro trimestre do próximo ano.
O objetivo, segundo o chefe do Executivo estadual, é profissionalizar a gestão ambiental e ampliar a capacidade técnica do Estado, reforçando a política de conservação da floresta e de valorização dos servidores públicos da área. “Isso também faz parte dessa construção que nós estamos fazendo para ampliar nossa capacidade de monetizar a floresta em pé como forma de benefício para as populações mais carentes”, afirmou.
Ainda durante o evento, Wilson Lima também assinou o primeiro contrato de REDD+ em Unidade de Conservação Estadual, no Parque Estadual Sucunduri, em Apuí, com potencial de movimentar R$ 590 milhões em três décadas. O acordo, executado pela a empresa Future Climate, prevê a redução de emissões de gases de efeito estufa e a geração de renda sustentável para as comunidades locais.
Transição energética e sustentabilidade
Além do avanço na estrutura ambiental, o governo estadual apresentou, na COP30, um pacote de metas para acelerar a transição energética. A principal delas é reduzir em 50% o uso de diesel e garantir energia limpa a comunidades isoladas até 2030, em regiões que hoje dependem de termelétricas movidas a combustível fóssil.
A ação faz parte da Política Estadual de Transição Energética (PETEN), que também busca eliminar a pobreza energética no mesmo período e ampliar o acesso à eletricidade em áreas remotas.
Outras medidas anunciadas incluem: O Plano Estadual de Bioeconomia, construído com a participação dos 62 municípios; O Programa Amazonas ECOLar, que prevê casas sustentáveis feitas com resíduos plásticos reciclados; E o Inventário de Emissões Atmosféricas, estudo inédito sobre gases de efeito estufa que servirá de base para novas políticas ambientais.
“O Amazonas não veio à COP apenas para debater, mas para apresentar resultados concretos. Estamos mostrando que é possível proteger a floresta e melhorar a vida de quem vive nela”, reforçou Wilson Lima.
Com informações do Governo do Amazonas.
