O Banco do Nordeste (BNB) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciaram, durante a COP30, um conjunto de investimentos de R$100 milhões para projetos de preservação e recuperação da Caatinga. O valor integra o Plano Brasil-Nordeste de Transformação Ecológica, lançado oficialmente no evento em Belém (PA).
Entre 1985 e 2024, a Caatinga teve 9,2 milhões de hectares da vegetação nativa convertida em função da atividade humana, segundo dados do MapBiomas divulgados neste ano. O órgão também publicou estudo apontando que, nos últimos quarenta anos, o aumento da temperatura no bioma Caatinga foi de 0,25°C/década, favorecendo a a ocorrência de eventos extremos, como as queimadas e a seca.
Do total anunciado na COP30, R$50 milhões foram divulgados pelo Banco do Nordeste, acompanhados de igual aporte pelo BNDES. Os recursos financiarão projetos de reflorestamento, manejo sustentável e recuperação de áreas degradadas, fortalecendo o protagonismo do Nordeste na agenda brasileira de transição ecológica.
O investimento é uma ação coordenada entre os dois bancos de desenvolvimento para ampliar a restauração ambiental no semiárido. O anúncio contou com a presença do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e do diretor de Planejamento do BNB, Aldemir Freire. Para Freire, a cooperação reforça o papel estratégico da Caatinga na agenda climática nacional.
“A sinergia entre os bancos públicos de desenvolvimento amplia o alcance das ações de restauração do bioma. Queremos que cada real investido gere benefícios ambientais duradouros e fortaleça as comunidades que dependem dele”, afirmou. Mercadante destacou que o plano consolida um esforço conjunto para promover restauração ecológica, geração de emprego e fortalecimento das cadeias produtivas locais.
*Com infomações da COP30/Banco do Nordeste



