A vice-governadora Hana Ghassan (MDB) anunciou, nesta segunda-feira (17), a criação da primeira policlínica quilombola do Pará durante a cerimônia estadual em alusão ao Dia da Consciência Negra, no Parque do Utinga. A medida integra um conjunto amplo de ações voltadas à saúde, educação, habitação, inclusão social e regularização fundiária das comunidades quilombolas, que também receberam novos títulos de terra e benefícios habitacionais.
“Dia histórico para as comunidades quilombolas do nosso Pará. Em alusão à Semana da Consciência Negra, anunciamos a primeira policlínica quilombola e o projeto “Saúde Por Todo o Pará”, voltado para quilombos e povos tradicionais de terreiro. Entregamos títulos de terra a 14 comunidades extrativistas e territórios quilombolas”, escreveu a vice-governadora nas redes sociais.
O evento contou com a presença de mais de 200 quilombolas, além de autoridades municipais, estaduais e federais. Ao lado do governador Helder Barbalho (MDB), Hana destacou que o avanço das políticas anunciadas é resultado de trabalho integrado entre diversas instituições estaduais. Ela reforçou que as iniciativas fortalecem a luta por direitos, reconhecem a ancestralidade e ampliam a garantia de cidadania para povos tradicionais.
“Também avançamos com políticas públicas que incluem cheques Sua Casa e ações nas áreas de educação, regularização fundiária, inclusão digital e cultura. Medidas que fortalecem a luta por direitos e valorizam a ancestralidade”, completou Ghassan.
Além da policlínica quilombola, foram anunciados investimentos na área educacional, com a implementação do Novo Ensino Médio Quilombola, cinco consultas regionais para regulamentar a Política Estadual de Educação Escolar Quilombola e a construção de duas novas escolas de ensino médio em Oriximiná e Salvaterra. Também foi assinada a Lei de Assistência Estudantil da Uepa, garantindo bolsas para estudantes quilombolas e indígenas.
Outro destaque foi a entrega de 50 cheques do programa Sua Casa a famílias de Abaetetuba e a concessão de títulos coletivos de terra a 11 comunidades, reforçando o papel do Estado na garantia da segurança jurídica dos territórios.
Com informações do Governo do Estado.




