A obra “Espírito Guardião Dragão-Onça”, presente da China para o Brasil, apresentada oficialmente em uma cerimônia pública no último domingo (16) na Praça da Bandeira, na Freezone Cultural, área de visitação pública da COP30, tem causado polêmica entre os evangélicos e líderes religiosos nas redes sociais.
A escuta feita em bronze pela artista Huang Jian, embaixadora artística do Comitê Olímpico Internacional, mostra uma figura felina com enormes chifres abraçando um globo terrestre. A imagem chamou atenção e recebeu críticas dos fiéis que associaram a obra a uma figura “demoníaca”.
A proposta simbólica do presente é unir o dragão chinês, símbolo tradicional de força, sabedoria, renovação e prosperidade, à onça brasileira, que representa a fauna e a identidade amazônica.
Em protesto contra a escultura nas redes sociais, alguns pediram a devolução do presente à China: “Pode levar de volta! Obrigado!”, escreveu um internauta. Outros associaram a obra à profecia da Bíblia: “Tudo simbolismo, não tem como fechar os olhos. O livro do apocalipse trata disso de ponta a ponta”. “Na minha interpretação, trata-se de um demônio. E vindo de onde veio, não pode trazer bons fluídos” declarou outro usuário.
Apesar da repercussão negativa, algumas pessoas entraram em defesa do Dragão-Onça, alegando ser uma expressão artística e diplomática da China. “É apenas uma obra de arte, as pessoas vêem satanás em tudo”, pontuou um internauta.




