O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comandou uma vigília em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em Brasília. O evento aconteceu no sábado (22), mesmo dia em que o ex-presidente foi preso pela Polícia Federal após decisão do ministro Alexandre de Moraes.
A manifestação ocorreu em um estacionamento nas proximidades do condomínio Solar de Brasília, local onde o ex-presidente cumpria prisão domiciliar antes de ser transferido para a Superintendência da PF. O encontro, que teve início às 19h20 e se estendeu até aproximadamente 20h25, foi encerrado após um incidente envolvendo agressão a um homem que fazia pregação.
Flávio, que havia convocado o ato na sexta-feira (21), assumiu papel central durante as orações e cânticos de louvores evangélicos pela saúde do pai. Ao chegar, foi recebido com abraços dos apoiadores presentes, que entoaram o coro “volta Bolsonaro”.
Oração e fé! Esse é o suposto crime que eu teria cometido ao chamar uma vigília para rezarmos por @jairbolsonaro . Até isso querem criminalizar! pic.twitter.com/B6e78TyHTM
— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) November 23, 2025
A vigília foi posteriormente citada na decisão que determinou a prisão preventiva do ex-presidente. Segundo o ministro Alexandre de Moraes, o evento poderia configurar tentativa de obstrução à fiscalização das medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro.
“O conteúdo da convocação para a referida ‘vigília’ indica a possível tentativa da utilização de apoiadores do réu Jair Messias Bolsonaro, em aglomeração a ser realizada no local de cumprimento de sua prisão domiciliar, com a finalidade de obstruir a fiscalização das medidas cautelares e da prisão domiciliar pela Polícia Federal e pela Polícia Polícia Penal do Distrito Federal”, escreveu o ministro em sua decisão.
O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, compareceu ao ato, mas manteve-se afastado do centro das atividades, dedicando-se a fotografar e conversar com apoiadores. Outros parlamentares presentes incluíram o senador Rogério Marinho (PL-RN) e os deputados federais Helio Lopes (PL-RJ) e Bia Kicis (PL-DF), que acompanharam Flávio nas orações.
O juiz aposentado Sebastião Coelho e o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), também participaram da manifestação. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) não esteve presente, assim como os outros filhos do ex-presidente: o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o vereador de Balneário Camboriú Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), residentes nos Estados Unidos e em Santa Catarina, respectivamente.
A maioria dos participantes vestia roupas nas cores verde e amarela com mensagens de apoio a Jair Bolsonaro. Um boneco de papelão em tamanho real do ex-presidente foi levado ao local pelos manifestantes.
A prisão de Jair Bolsonaro foi determinada após a Polícia Federal apresentar elementos que, na avaliação do ministro Alexandre de Moraes, indicavam risco de fuga e ameaça à ordem pública.
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