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Justiça manda soltar Daniel Vorcaro e outros executivos do Banco Master; todos irão usar tornozeleira eletrônica

Os cinco ficarão em liberdade provisória, mas deverão usar tornozeleira eletrônica, entregar seus passaportes, entre outras medidas
Por Luiza Cardoso
Atualizado há 6 meses
Tempo de leitura: 2 mins
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A decisão do TRF-1 ocorreu durante a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. Foto: Banco Master

O TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) determinou a soltura do empresário Daniel Vorcaro, ex-presidente e principal acionista do Banco Master, e de mais quatro altos executivos da instituição na noite desta sexta-feira (28). A decisão, tomada pela desembargadora Solange Salgado da Silva, substituiu a prisão preventiva por um conjunto de medidas cautelares.

Entre os executivos também beneficiados estão Augusto Ferreira Lima (ex-CEO e sócio do banco), Luiz Antônio Bull (diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia), Alberto Felix de Oliveira Neto (superintendente executivo de Tesouraria) e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva (sócio da instituição).

Os cinco ficarão em liberdade provisória, mas deverão usar tornozeleira eletrônica, entregar seus passaportes, ficam proibidos de deixar o município de residência e de sair do país, e não poderão exercer atividades no setor financeiro, além de não manter contato entre si ou com outros investigados, testemunhas, ex-funcionários ou envolvidos no caso.

A decisão do TRF-1 ocorreu durante a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, a investigação apura um esquema de venda de carteiras de crédito consideradas falsas pelo Banco Master ao BRB, banco público do Distrito Federal. As irregularidades detectadas teriam movimentado cerca de R$ 12,2 bilhões.

De acordo com as autoridades, o que motivou originalmente as prisões foi o risco potencial de fuga dos investigados, especialmente por Vorcaro ter sido detido no dia 17 de novembro, enquanto tentava embarcar em um jatinho particular rumo ao exterior.

No entanto, na decisão que concedeu o habeas corpus, a magistrada entendeu que, embora a gravidade das suspeitas e o montante envolvido no alegado esquema sejam elevados, não há evidência de que os crimes envolvem violência ou grave ameaça à ordem pública, e considerou que as medidas cautelares são suficientes para garantir o andamento da investigação e evitar risco de fuga.

O grupo beneficiado pela decisão responderá às investigações em liberdade, sob monitoramento e restrições. A soltura foi confirmada pouco depois da concessão do habeas corpus, e os cinco executivos deverão cumprir rigorosamente as condições impostas pela Justiça enquanto o processo avança.

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