O laudo do Instituto Médico Legal (IML), divulgado na tarde desta segunda-feira (1), revelou que a morte de Gerson de Melo Machado, jovem atacado por uma leoa após invadir seu recinto no Parque Zoobotânico Arruda Almeida, em João Pessoa, Paraíba, ocorreu devido a um choque hemorrágico.
O animal, chamado Leona, provavelmente mordeu Gerson na região do pescoço, perfurando seus vasos cervicais, que inclui artérias e veias da região, que foi a causa do choque hemorrágico.
De acordo com o IML, também foi solicitado um exame toxicológico complementar e o corpo também passará por um exame de “identificação técnica” e só então ficará disponível para os familiares.
A leoa não chegou a se alimentar de Gerson. Segundo especialistas, a mordida na região do pescoço é característico da espécie. A bióloga Marília Maia, em conjunto com o parque, explica a situação do animal.
“O que aconteceu foi uma fatalidade, infelizmente, mas a leoa simplesmente apresentou um comportamento natural da sua espécie. Nessa situação, ela não quis se alimentar, nada desse questionamento. Não passou pela nossa mente que a gente tivesse que abater o animal, essa eutanásia não foi cogitada”, declarou a biologa.
Gerson escalou as grades da parede da jaula que tinham cerca de 6 metros de altura e desceu por meio de uma árvore adentrando no local onde o animal estava. O momento em que o jovem de 19 anos escorregou e foi agarrado por Leona foi registrado pelos visitantes do parque.
O parque foi imediatamente fechado para remoção do corpo e apuração dos fatos, por parte da Secretaria de Meio Ambiente (Semam).




