Durante a Conferência Nacional de Assistência Social, em Brasília, nesta segunda-feira (8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou seu discurso para fazer uma crítica à violência contra as mulheres. Dentro desse tema, o presidente criticou a possibilidade de homens que agrediram mulheres usarem tornozeleira eletrônica como medida de proteção.
O presidente afirmou que, muitas vezes, as mulheres que passaram por agressões não fazem denúncias por medo de que a agressão seja maior. “Ah, mas vai colocar a tornozeleira e o cara não pode se aproximar de casa, mas quem tá dentro de casa sozinha é a mulher e o safado aparece”, disse.
“Olha, se até um presidente da República, que tentou dar um golpe neste país, tentou tirar a tornozeleira dele, imagine esses”, afirmou o petista. Em seu discurso, Lula também relembrou o aumento de casos de feminicídio no Brasil. De acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, de janeiro a setembro de 2025, mais de 2,7 mil mulheres sofreram tentativas de feminicídio e outras 1.075 morreram vítimas deste crime.
Durante o discurso, Lula compartilhou que irá convocar uma reunião com os Poderes para organizar um mutirão educacional e destacou que os homens têm que tomar a frente da luta pelo fim da violência contra a mulher. “É importante envolver o Congresso Nacional, Senado e Câmara, Suprema Corte, Superior Tribunal de Justiça, tribunais dos estados, sindicalistas, evangélicos, é preciso todo mundo”, citou.
No final do seu discurso, Lula falou ao público: “Nós temos que tentar mudar de comportamento. E eu não sei como é, mas acho que todos nós juntos poderemos encontrar uma saída sem transferir responsabilidade. Eu estou assumindo a responsabilidade, como presidente da República, de criar uma situação pra ver se a gente consegue fazer uma reversão dessa situação”.




