Durante a votação do PL da Dosimetria, a deputada Benedita da Silva (PT-RJ) fez discurso dirigido ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos – PB), reafirmando a sua presença na assinatura da criação da Constituição de 1988. O deputado alegava que o partido de Benedita votou contra a instauração do documento.
“Mas eu quero lembrar a vossa excelência, porque talvez essa casa não esteja informada, que em Brasília, 5 de outubro de 88, presidente Ulysses Guimarães, Mauro Benevides, primeiro vice-presidente, Jorge Arbage, segundo vice-presidente, Marcelo Cordeiro, primeiro secretário, Mauro Maia, segundo secretário, Arnaldo Faria de Sá, terceira secretária, Benedita da Silva, que assinou, com toda a sua bancada, a Constituição de 88”, falou a parlamentar após ter discurso interrompido por Hugo Motta no Plenário.
Alguns internautas compararam a discussão com as falas de Aslam à Feiticeira Branca no filme “As Crônicas de Nárnia – O Leão, a Feiticeira e o Guarda Roupa”, onde o leão destaca sabedoria ao saber do “direito de sangue”, pois estava lá quando foram criado: “Não me cite a Magia Profunda, Bruxa. Eu estava lá quando ela foi escrita!”.
Benedita da Silva, 83 anos, não gostou da atitude de Hugo Motta, que tomou lado durante a votação do projeto de lei: “Eu tenho muito respeito por vossa excelência, disse que o PT votou contra a Constituição, e é verdade.”
A deputada citou o artigo 17 do Regime Interno da Câmara dos Deputados ao debater com Motta: “Para tomar parte em qualquer discussão, o Presidente transmitirá a presidência ao seu substituto, e não a reassumirá enquanto se debater a matéria que se propôs discutir.”




