A Geração Z, composta por pessoas nascidas entre meados dos anos 1990 e 2010, representará 58% da força de trabalho mundial até 2030, segundo dados do Fórum Econômico Mundial. O levantamento foi divulgado neste domingo (14) e mostra como esse grupo está transformando as relações trabalhistas no Brasil e no mundo.
Pesquisas indicam que esses jovens profissionais têm prioridades diferentes das gerações anteriores ao escolherem onde trabalhar. Para 28% deles, o tratamento justo entre funcionários é o critério principal na seleção de um emprego. O equilíbrio entre vida pessoal e profissional aparece em segundo lugar, com 25% das preferências, enquanto a responsabilidade social corporativa representa 14%.
O desenvolvimento profissional também figura como elemento decisivo para a permanência desses jovens nas empresas. Dados mostram que 86% dos profissionais da Geração Z só continuam em uma organização quando existem oportunidades concretas de crescimento e aprendizado contínuo.
A pesquisa “Benefícios Corporativos 2025”, elaborada pela Robert Half, aponta um descompasso entre o que as empresas oferecem e o que os colaboradores desejam. Embora 57% dos trabalhadores se declarem satisfeitos com seus benefícios atuais, 76% gostariam de modificar seus pacotes. Além disso, 84% desejam personalizar suas escolhas, mas apenas 21% têm essa possibilidade.
As companhias brasileiras mantêm investimentos em benefícios tradicionais como vale-refeição, plano de saúde e plano odontológico. Entretanto, benefícios menos conhecidos, como o Programa de Benefício em Medicamentos (PBM), apresentam grande potencial de aceitação: 82,3% dos trabalhadores afirmam que utilizariam esse programa caso tivessem acesso. O PBM subsidia a compra de medicamentos prescritos, com as empresas contribuindo entre 20% e 100% do valor.
“O desafio é entender o que move a Geração Z, porque isso é uma questão de sobrevivência no mercado”, declarou André Purri, CEO da empresa de benefícios Alymente.
Müller Gomes, gerente da Robert Half, afirma: “Em 2025, 76% das pessoas que mudaram de emprego tiveram aumento significativo de salário. Hoje, não é só a empresa que seleciona o candidato. O candidato também escolhe onde quer trabalhar”.
As organizações precisam adotar abordagens mais estratégicas e abertas à personalização para atrair e reter talentos. Políticas de bem-estar, flexibilidade e desenvolvimento profissional tornaram-se requisitos fundamentais no atual cenário do mercado de trabalho brasileiro.
Texto redigido com auxílio de ferramenta de Inteligência Artificial.




