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Política

“É preferível permanecer calado”, diz Moraes sobre fala de general autor de plano de assassinato

A declaração foi feita durante o voto de Moraes no julgamento da ação penal que apura a chamada trama golpista
Por Luiza Cardoso
Atualizado há 5 meses
Tempo de leitura: 2 mins
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Ao analisar os argumentos apresentados por Fernandes, o ministro destacou a relevância constitucional do direito ao silêncio e ironizou a explicação dada pelo militar. Foto: Reprodução/Tv Justiça

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (16) que o general da reserva Mário Fernandes deveria ter optado por permanecer em silêncio durante seu interrogatório, em vez de sustentar que o documento com um plano para matar autoridades era apenas um “pensamento digitalizado”.

A declaração foi feita durante o voto de Moraes no julgamento da ação penal que apura a chamada “trama golpista”, mais especificamente em relação aos réus do núcleo 2 da investigação. Ao analisar os argumentos apresentados por Fernandes, o ministro destacou a relevância constitucional do direito ao silêncio e ironizou a explicação dada pelo militar.

“Há momentos em que se compreende perfeitamente a importância de exercer o direito de não responder. Em certas situações, é preferível permanecer calado a afirmar que um arquivo com esse conteúdo seria apenas um pensamento pessoal transformado em documento digital”, afirmou Moraes.

Mário Fernandes é apontado como o responsável pelo chamado plano “Punhal Verde Amarelo”, que previa o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do próprio ministro Alexandre de Moraes, ainda em 2022. O general está preso preventivamente desde 2024, após a Polícia Federal localizar o documento em arquivos sob sua posse.

Durante interrogatório realizado em julho, Fernandes afirmou que o material não passou de uma reflexão pessoal colocada no computador por hábito próprio. Segundo ele, o documento não teria sido compartilhado com terceiros nem colocado em prática. O militar disse ainda que se arrependeu de ter digitalizado o conteúdo e classificou o arquivo como uma simples análise de riscos e reunião de dados.

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