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Retrato de George Washington que inspirou nota de US$ 1 vai a leilão por até R$ 5 milhões

A versão do retrato de Geoge Washington foi encomendada em 1804 por James Madison, então secretário de Estado e futuro quarto presidente dos Estados Unidos
Por UrbNews
Atualizado há 5 meses
Tempo de leitura: 2 mins
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O retrato se tornou referência para a gravura adotada oficialmente na cédula de US$ 1 em 1963. Foto: Reprodução/Wikipédia

Um retrato a óleo de George Washington pintado por Gilbert Stuart em 1804, que serviu de base para a imagem da nota de um dólar, será leiloado em Nova York em 23 de janeiro de 2026. A casa de leilões Christie’s estima que a obra alcance entre US$ 500 mil e US$ 1 milhão (até cerca de R$ 5,5 milhões).

Intitulada “George Washington (tipo Athenaeum)”, a pintura é uma das versões mais conhecidas do modelo criado pelo pintor a partir de encomenda feita por Martha Washington (primeira-dama original do país) em 1796.

O retrato se tornou referência para a gravura adotada oficialmente na cédula de US$ 1 em 1963.
Na composição, Washington aparece de frente, com camisa de babados e casaco escuro, em estilo que consolidou Stuart como o principal retratista de seu tempo, segundo a casa de leilões.

O leilão integra uma semana temática de comemoração aos 250 anos da Independência dos Estados Unidos (a data exata é 4 de julho de 2026). Serão ofertadas também obras e documentos, como uma cópia assinada da Proclamação de Independência e o contrato que criou a empresa Apple.

A versão do retrato de Geoge Washington foi encomendada em 1804 por James Madison, então secretário de Estado e futuro quarto presidente dos Estados Unidos. De acordo com o catálogo, a obra simboliza a ligação entre Washington, considerado o “pai da nação”, e Madison, frequentemente chamado de “pai da Constituição”.

Após permanecer com a família Madison e ser exibida em residências na Virgínia e em Washington, a pintura ficou sob os cuidados de Dolley Madison até 1849. Em 1851, foi vendida por US$ 300 a William Henry Aspinwall, empresário e colecionador de Nova York. O retrato passou por diferentes proprietários ao longo do século 19 e início do 20.

Em 1951, a obra foi doada à Universidade Clarkson, no estado de Nova York, onde permaneceu até hoje. Segundo a Christie’s, a instituição decidiu vendê-la às vésperas do aniversário da independência dos EUA, com o objetivo de destinar os recursos à sua missão educacional.

Luísa Monte, da Folhapress

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