A música “A Sina de Ofélia”, versão brasileira não autorizada de “The Fate of Ophelia”, da Taylor Swift, gerada por Inteligência Artificial (IA) com as vozes de Luísa Sonza e Dilsinho, virou hit nas redes sociais.
Em uma das versões, o single brasileiro já ganhou um videoclipe, também produzido por IA, onde Luiza aparece em uma torre com longos cabelos loiros, semelhante a Rapunzel. No X, antigo twitter, a adaptação tem dividido opiniões, enquanto uns amaram a versão brasileira, outros criticaram. Na rede vizinha, TikTok, o clipe tem mais de um milhão de visualizações.
@studio.kanela E se houvesse um clipe de ‘A sina de Ofélia’… 🌻 @Luísa Sonza #fy ♬ som original – studio.kanela
“Ficou ótimo!! Muito melhor que a versão original… a IA cantando melhor que a Taylor kkkk passo mal”, disse um internauta. “Olhaaa não consigo normalizar “criarem” um clipe e música de IA… espero q seja derrubado!! Daqui a pouco ninguém vai realmente criar mais nada….. perigoso ao processo criativo, a espalharem informações falsas… e por aí vai”, declarou outro.
A própria Luísa Sonza apareceu em vídeo nas redes sociais dublando a canção. O registro conta com mais de 6 milhões de visualizações, entre os comentários, internautas pedem que Luísa faça a gravação oficial, outros apontam até vibe de Copa do Mundo. “Essa música tem muita vibe de copa do mundo”, opinou uma.
@luisasonza Viciei
♬ som original – Pop_natioon
A música ultrapassava mais um milhão de visualizações no canal do Youtube Track B Music, no entanto o vídeo foi apagado. No entanto, isso não garantiu a interrupção da canção. Diversas outras contas reproduzem a música na versão em português e no ritmo de pagode.
A criação brasileira foi removida do stream de áudio Spotify pela Republic Records, empresa responsável pelos lançamentos da cantora americana Taylor Swift, que detém os direitos autorais da música original.
A letra da canção é inspirada na personagem da peça Hamlet, escrita por William Shakers, marcada pela repressão familiar. Na obra, Ofélia passa por um colapso mental após seu pai, sua maior figura de autoridade, ser morto acidentalmente pelo príncipe Hamlet, sua paixão. Consumida pela tristeza, a personagem acaba se afogando ao cair no riacho.
A canção abre uma discussão nas redes sociais sobre a utilização de Inteligência Artificial no meio artístico e na possível substituição de pessoas por máquinas, com a valorização desses conteúdos não autorizados.




