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Janja lamenta morte de mulher arrastada por carro em São Paulo

Primeira-dama se solidariza com família de Tainara, vítima de atropelamento na Marginal Tietê; suspeito está preso e responderá por feminicídio
Por Sandra Costa
Atualizado há 5 meses
Tempo de leitura: 4 mins
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Janja Lula da Silva, expressou solidariedade à família de Tainara Souza Santos, de 31 anos, que faleceu na quarta-feira (24), após 25 dias internada no Hospital das Clínicas. Foto: Reprodução/Instagram Janja Lula; Tainara Souza

A primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, expressou solidariedade à família de Tainara Souza Santos, de 31 anos, que faleceu na quarta-feira (24), após 25 dias internada no Hospital das Clínicas. Nesta sexta-feira (26), em publicação nas redes sociais, Janja afirmou que é “difícil não perder a fé na humanidade” diante do caso da jovem que foi atropelada e arrastada por mais de um quilômetro na Marginal Tietê, em São Paulo.

A própria família foi quem anunciou a morte de Tainara na quarta-feira. “É com muita dor que venho avisar que nossa guerreirinha, a Tai, nos deixou… descansou. Agradeço desde já todas as mensagens de oração, carinho e amor que vocês tiveram comigo e pela minha filha. Ela acabou de partir deste mundo cruel e está com Deus. É uma dor enorme, mas acabou o sofrimento. Agora é pedir por justiça”, escreveu a mãe dela.

Em sua nota, Janja destacou que o caso de Tainara não representa um “caso isolado”, mas um “retrato de violência” contra mulheres no Brasil. “Confesso que às vezes, em situações como essa, é difícil não perder a fé na humanidade. Mas escolho sempre acreditar na construção de um país onde o medo não nos paralise e não nos impeça de viver plenamente nossas vidas. Um país onde mulheres e meninas sejam livres para realizar seus sonhos e se sentirem seguras nas ruas, em casa, no trabalho, nas escolas e nos espaços de lazer”, escreveu a primeira-dama.

Janja também afirmou: “Não podemos normalizar ameaças, agressões e controles, nem fechar os olhos para pedidos de ajuda. Quando uma mulher é morta apenas por ser mulher, algo que acontece todos os dias em nosso país, falhamos como humanidade e como sociedade. E é justamente por isso que a resposta precisa ser coletiva”.

Entenda o caso

Tainara foi vítima de atropelamento na região da Vila Maria, zona norte da capital paulista, no dia 29 de novembro. Durante sua internação, ela passou por mais de quatro procedimentos cirúrgicos, incluindo a amputação das duas pernas abaixo da linha do joelho.

Douglas Alves da Silva, de 26 anos, identificado como autor do crime, foi preso no dia 30 de novembro, um dia após o atropelamento, em um hotel na Vila Prudente, zona Leste de São Paulo. Ele havia se tornado réu por tentativa de feminicídio no dia 6 de dezembro e agora responderá por feminicídio consumado após o falecimento da vítima.

As circunstâncias que motivaram o crime ainda não foram totalmente esclarecidas. Em depoimento, Douglas negou conhecer Tainara, classificando como “mentira da internet” a informação de que teriam tido um relacionamento anterior. No entanto, um amigo que estava no veículo durante o atropelamento afirmou às autoridades que Douglas e Tainara já haviam mantido um relacionamento ou, no mínimo, estavam conversando no estabelecimento antes do incidente, sugerindo que o crime teria sido motivado por ciúmes.

Um vídeo obtido pela CNN Brasil mostra a vítima caminhando com um homem na manhã do dia 29 de novembro. Após saírem do ângulo da câmera de segurança, o equipamento registra, 30 segundos depois, o momento do atropelamento. Outra gravação, feita por um motorista que trafegava pela via, mostra o carro arrastando Tainara por uma longa distância na avenida.

O acusado permanece detido no Centro de Detenção Provisória II de Guarulhos. As investigações continuam com base nos depoimentos coletados, especialmente o relato do amigo de Douglas, que contradiz a versão apresentada pelo acusado. Enquanto Douglas alegou que o atropelamento teria sido um engano, seu amigo declarou que o desentendimento que precedeu o crime foi motivado por ciúmes, após Douglas ver a jovem interagindo com outro homem durante uma festa.

O velório de Tainara foi realizado nesta sexta-feira (26) no Cemitério São Pedro, na Vila Alpina, zona Leste de São Paulo. A cerimônia foi marcada por manifestações contra a violência de gênero, com familiares e ativistas exibindo faixas e cartazes pedindo justiça. Emocionada, a mãe de Tainara, Lúcia Aparecida da Silva, abriu o cortejo ao lado do filho, Luan Henrique. Ele disse que a última vez em que esteve com a irmã foi na noite anterior ao crime, quando foram juntos a um bar.

Uma manifestante do Movimento Mulheres da Várzea, presente no velório com faixas e bandeiras de protesto, declarou: “Tainara não foi a última. Feminicídio é algo grave, virou pandemia”.

* Este texto foi redigido com auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial.

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