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Política

Moraes autoriza visitas de Carlos, Flávio e Jair Renan a Bolsonaro, mas veta Eduardo

O ministro autorizou a “visitação permanente” de quase toda sua família
Por UrbNews
Atualizado há 4 meses
Tempo de leitura: 2 mins
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A decisão do ministro serve para os filhos Carlos, Jair Renan, Laura e o senador Flávio (PL), além de sua enteada, Letícia. Foto: Reprodução/X Eduardo Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a visita da família Bolsonaro ao ex-presidente, que está preso em Brasília, condenado por liderar a tentativa de golpe de estado após as eleições de 2022.

A decisão foi publicada nesta sexta-feira (2), após um pedido de sua defesa para que o filho Carlos pudesse visitá-lo na próxima terça-feira (6).

Moraes, no entanto, autorizou a “visitação permanente” de quase toda sua família – permissão que engloba encontros de 30 minutos, das 9h às 11h, com limitação de duas pessoas por dia e de forma separada.

A decisão do ministro serve para os filhos Carlos, Jair Renan, Laura e o senador Flávio (PL), além de sua enteada, Letícia. Eduardo Bolsonaro, que atualmente mora nos Estados Unidos, não foi contemplado. Sua esposa, Michelle, já contava com esse status.

O ex-presidente está preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília. Ele passou tanto o Natal, quanto o Réveillon, internado em um hospital na capital federal.

Durante seu tempo hospitalar – que precisou ser autorizado por Moraes – ele passou por quatro procedimentos cirúrgicos, um para tratar de uma hérnia e outros três para as crises de soluço.

Jair Bolsonaro também passou por exames que constataram um quadro severo de apneia do sono, para o qual ele passou a utilizar o equipamento Cpap.

Após as três cirurgias para tratar dos soluços, os médicos concluíram que ele tem um caso raro, e que não será resolvido com as intervenções, mas precisará de tratamento constante, por exemplo, por meio de fisioterapia.

O ex-presidente também solicitou a sua equipe para tomar remédios contra depressão, o que foi prescrito para ele.

A defesa de Bolsonaro voltou a pedir que, após sua internação no hospital, ele fosse transferido para prisão domiciliar, para cuidar da saúde. Na última quinta-feira (1º), Moraes negou a solicitação.

Bolsonaro foi preso preventivamente no dia 22 de novembro após tentar romper a tornozeleira eletrônica com ferro de solda. A decisão de Moraes foi confirmada pela Primeira Turma do STF na semana seguinte.

Com informações de João Gabriel, da Folhapress

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