A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) manifestou-se publicamente neste sábado (3) sobre a operação militar liderada pelos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro. Em postagem nas redes sociais, Michelle afirmou que a ação representa o “início do fim” do regime que ela chamou de “narcoterrorista”, e que a intervenção serve de aviso para “ditadores disfarçados de democratas” na América Latina.
Na nota oficial, Michelle, presidente do PL Mulher, elogiou a operação americana e disse que ela “representa o início da libertação do povo venezuelano após décadas de sofrimento sob o governo de Maduro. Ela ainda pediu orações pela “transição pacífica de poder nas mãos do sofrido povo irmão venezuelano” e destacou que a atuação dos EUA foi um aviso para governantes que, segundo ela, copiam o modus operandi de Maduro.
Michelle também prestou solidariedade à população venezuelana, mencionando relatos de sofrimento entre refugiados que fugiram para o Brasil, especialmente mulheres e pessoas com deficiência, que enfrentaram situações adversas sob o regime venezuelano.
Confira a nota na íntegra:
Operação militar dos EUA contra a Venezuela: contexto e repercussão
O presidente norte-americano Donald Trump anunciou, em coletiva de imprensa realizada neste sábado (3), que os EUA realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela e que Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados e retirados do país. Trump afirmou que os líderes venezuelanos enfrentarão acusações criminais nos Estados Unidos, incluindo narcoterrorismo. A operação marcou a intervenção militar mais direta de Washington na América Latina em décadas.
No Brasil, a declaração de Michelle Bolsonaro reflete apoio de parte da oposição à ação americana. No cenário internacional, países como Rússia, China e Cuba condenaram a operação, enquanto na Europa e na América Latina houve apelos por moderação e respeito ao direito internacional.
A ONU expressou preocupação com o precedente criado por essa intervenção, ao mesmo tempo em que países europeus expressaram preocupação com a violação de princípios do direito internacional, pedindo respeito à soberania e ao devido processo legal.
O líder da ONU, Antonio Guterres, afirmou em nota que “independentemente da situação na Venezuela, esses acontecimentos constituem um precedente perigoso”, e enfatizou a importância de que todos os lados pratiquem o pleno respeito ao direito internacional, incluindo a Carta da ONU. Ele disse estar profundamente preocupado com o fato de “as regras do direito internacional não terem sido respeitadas”.
De acordo com Trump, Maduro e Flores serão levados a Nova York, onde serão processados e enfrentarão as cortes norte-americanas. A justiça dos EUA já havia emitido acusações contra o líder venezuelano por narcoterrorismo em anos anteriores. A ação marca um dos momentos mais dramáticos nas relações entre os dois países, elevando as tensões no continente.




