Após o passaporte da modelo Eliza Samudio ser encontrado em Portugal, a família da modelo desaparecida em 2010 e que nunca teve o corpo encontrado afirma acreditar que o documento encontrado seja verdadeiro, mas ressalta que ainda aguarda a confirmação oficial por parte das autoridades competentes.
Em entrevistas, a mãe, Sônia Moura, e o irmão, Arlie Moura, disseram que, apesar de considerarem o documento autêntico com base nas informações disponíveis até o momento, não é possível ter certeza antes de uma posição oficial. “Não posso bater o martelo”, afirmou Arlie à CNN Brasil, reforçando que a confirmação depende das investigações.
A suspeita em torno do documento veio à tona após o Portal Leo Dias informar, na última segunda-feira (5), que um passaporte supostamente identificado como sendo de Eliza Samudio foi encontrado em um apartamento de aluguel em Portugal, no final do ano passado. Segundo a publicação, o documento teria sido localizado por um homem identificado como José, entre livros em uma estante, e posteriormente encaminhado ao Consulado Brasileiro em Lisboa.
Em nota, o Consulado-Geral Brasileiro, comunicou o recebimento do documento na sexta-feira (2) e acrescentou que entrou em contato com o Itamaraty para mais informações sobre os processos necessários para verificação do documento.
“Neste momento estamos aguardando instruções sobre quais são os próximos passos com relação ao documento”, informou.
Relembre o caso
O caso aconteceu em 2010. Eliza Samudio, à época com 25 anos, desapareceu após sair para realizar uma possível viagem. Após dias desaparecida, suspeitos assumiram o assassinato, e Eliza foi considerada morta.
Um dos suspeitos foi identificado como Bruno Fernandes, conhecido também como “goleiro Bruno”. Na época, a vítima mantinha um relacionamento extraconjugal com o suspeito, com quem também teve um filho. O último paradeiro de Eliza aponta para um sítio do jogador, localizado em Minas Gerais.
Em 2013, Bruno foi considerado culpado por homicídio triplamente qualificado e sentenciado a 22 anos e três meses de prisão pelos crimes de sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver de Eliza. Outros três homens também foram condenados por participação no crime: o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, sentenciado a 22 anos de prisão; Elenilson da Silva e Wemerson Marques, condenados a três anos e dois anos e meio, respectivamente.
Bruno Fernandes está em liberdade condicional desde janeiro de 2023. Nenhuma das versões apresentadas pelos suspeitos foi confirmada, e o corpo da atriz e modelo paranaense nunca foi encontrado




