A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) divulgou dados do Boletim Epidemiológico Mortalidade Infantil e Fetal referente aos anos de 2011 a 2024. O Ceará reduziu em 17, 6% a taxa de mortalidade infantil (TMI).
No período analisado, a taxa passou de 13,6 óbitos por mil nascidos vivos para 11,2 em 2024. A meta do Plano Estadual de Saúde é chegar a 2027 com uma taxa de mortalidade infantil de 9,5 óbitos por mil nascidos vivos.
Entre as regiões analisadas, a menor taxa registrada foi no Cariri, com 9,8%; e a maior foi observada no Litoral Leste, com 12,5%.
O boletim analisou um período de 14 anos, durante o qual foram notificados 21.221 óbitos em crianças menores de 1 ano, resultando em uma média de 1.542 óbitos por ano. O ano de mais óbitos foi 2011, com 1.750 registros, e o menor ano foi 2024, com 1.179 casos.
Dentre as três classificações de mortalidade infantil, a neonatal precoce (óbitos de 0 a 6 dias de vida completos) apresentou uma redução de 19,4%, com taxa média de 6,6 óbitos por ano por mil nascidos vivos.
Já a mortalidade pós-neonatal (óbitos de crianças entre 28 e 364 dias) registrou uma taxa média de 3,7 óbitos por ano por mil nascidos vivos. A máxima foi de 4,3 no ano de 2011 e a mínima, de 3,3 nos anos de 2020 e 2023. No período analisado, observa-se uma redução de 16,2%.
Os dados da mortalidade neonatal tardia (óbitos de crianças de 7 a 27 dias de vida completos) se mantiveram estáveis, com taxa média de 2 óbitos por ano. A menor taxa média calculada foi em 2021, com 1,7; e a maior foi nos anos de 2011 e 2013, com 2,2.
De acordo com a Sesa, uma das causas apontadas para a redução dos números são as iniciativas do projeto lançado em 2024, o De Braços Abertos, que tem o objetivo de organizar e qualificar os atendimentos nas muitas esferas da rede de saúde. O projeto atua nas linhas de cuidado materno-infantil.




