O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi conduzido de volta à Superintendência da Polícia Federal em Brasília após realizar exames médicos no hospital DF Star. Ele deixou a unidade hospitalar às 16h28 desta quarta-feira (7), onde passou por avaliações após sofrer uma queda em sua cela na madrugada de terça-feira (6).
A saída temporária da prisão foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF, após solicitação da defesa do ex-presidente. Os advogados pediram autorização para que Bolsonaro realizasse tomografia de crânio, ressonância magnética e eletroencefalograma para avaliar seu estado de saúde. Toda a operação de transporte e segurança ficou sob responsabilidade da Polícia Federal.
Durante sua permanência no hospital, que durou cerca de cinco horas, o ex-presidente esteve acompanhado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A deputada Bia Kicis (PL-DF) e outros parlamentares aliados, como o Coronel Chrisostomo (PL-RO), e diversos apoiadores estiveram no local para demonstrar apoio.
Bia Kicis afirmou que um dos exames detectou traumatismo craniano. “O que eu sei agora, um 1º exame já detectou, de fato, um traumatismo craniano. Estão fazendo outros exames, acho, para ter o quadro completo. Teve um ferimento no rosto, e ela [Michelle] me disse que o pé sangrou muito. Não está claro que horas foi a queda, que horas foi o atendimento”, declarou a parlamentar.
O incidente ocorreu na madrugada de terça-feira, quando Bolsonaro caiu dentro da cela onde cumpre pena na PF. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro relatou nas redes sociais que seu marido “teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”.
A Polícia Federal divulgou nota na manhã de terça-feira informando que o atendimento médico foi solicitado pelo próprio Bolsonaro após “relatar à equipe de plantão que havia sofrido uma queda durante a madrugada”. Inicialmente, a corporação havia confirmado a ida do ex-presidente ao hospital “após pedido do seu médico particular”, mas posteriormente atualizou a informação, esclarecendo que a saída dependeria de autorização do STF.
Segundo informações apuradas pela Polícia Federal, o ex-presidente não pediu ajuda imediata aos agentes após a queda. A lesão teria sido identificada apenas no dia seguinte, quando passou por avaliação médica dentro da própria unidade, sendo recomendada observação clínica.
Michelle Bolsonaro também relatou dificuldades para visitar o marido após o incidente. “Minha visita estava prevista para as 9h, porém só pude entrar às 10h, pois o Jair estava recebendo os primeiros socorros. Considerando esse horário, que já ocorreu uma hora após o início previsto da visita, já se passaram aproximadamente 6 horas e 36 minutos desde o ocorrido, sem que ele tenha podido realizar os exames necessários para verificar se houve algum trauma ou possível dano neurológico”, afirmou.
A PF havia informado inicialmente que o ex-presidente apresentava apenas “ferimentos leves” e que não havia “necessidade de encaminhamento hospitalar”. Relatório médico elaborado anteriormente pela corporação indicava que o ex-presidente estava consciente, orientado e sem sinais de déficit neurológico, apontando apenas lesões superficiais e leve desequilíbrio ao ficar em pé.
Os resultados completos dos exames realizados nesta quarta-feira ainda não foram divulgados. De acordo com o cirurgião Claudio Birolini, Bolsonaro se sentiu mal, caiu da cama onde dorme na sala de Estado-maior e sofreu um traumatismo cranioencefálico leve.
Vale ressaltar que a queda ocorreu poucos dias após o ex-presidente receber alta hospitalar por procedimentos médicos relacionados a uma hérnia e a um quadro persistente de soluços. Bolsonaro está preso desde o fim de novembro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, imposta pelo STF por envolvimento na tentativa de golpe de Estado, conforme decisão judicial já transitada.
Este texto foi redigido com auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial.




